Revista da Papelaria

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25/06/2018

   

Agilidade e precisão

Os desenhos em paredes revelam um tipo de consumidor de marcador permanente que não deve ser preterido

Desenhar diretamente em paredes está intimamente relacionado ao grafite, manifestação artística feita em espaços públicos que se popularizou nos anos 70, nos Estados Unidos, junto com a cultura do hip-hop. No Brasil da atualidade, essa arte urbana tem entre seus nomes mais celebrados Os Gêmeos e Eduardo Kobra. E o que isso tem a ver com papelaria? Tudo!


A expressão artística que invade espaços não previstos originalmente caiu no gosto de decoradores e foi facilmente aceita como item de ornamento de espaços internos como casas, restaurantes e escritórios. Se nas ruas o material usado pelos artistas são as tintas em spray e látex, nas áreas fechadas há a necessidade de adaptar os materiais. Entre todas as possibilidades que atendem aos aspectos de toxidade, precisão e limpeza no uso, os marcadores permanentes despontam como preferidos. Ainda mais com a indústria do setor investindo cada vez mais na diversificação das cores.


“Como nosso trabalho é todo feito com linhas, precisamos ter um traço fino. Com o pincel, demoraríamos muito mais tempo, e o acabamento não ficaria tão preciso. O marcador é superprático, não faz sujeira na casa dos clientes e resiste superbem”, explica a dupla de artistas plásticas formada por Juliana Nersessian e Carolina Barbosa, que criou a empresa Lanó para difundir a sua arte.


A precisão e a agilidade figuram como os grandes benefícios dos marcadores. “O maior benefício de se trabalhar com marcadores é a facilidade de traçar firme, coisa que com o pincel requer mais cuidado”, justifica a artista Carolina Murayana. Opinião compartilhada pela designer Hayla Tinoco. “O manuseio é mais confortável para mim, além da precisão ser muito maior; dá para enriquecer nos detalhes. Transportá-las também é muito mais prático, sem muitos volumes”, defende.


Em contrapartida...


A maior dificuldade que a designer Hayla Tinoco enfrenta é a qualidade das pontas, que desgastam antes de a tinta acabar. “Se as pontas forem usadas em uma superfície muito áspera, desgasta muito rápido. Acaba a caneta mesmo com tinta dentro, porque a ponta fica muito difícil de ser utilizada.  Para a ponta render um pouco mais, acabo fazendo uma ‘gambiarra’ para usar até o final”, critica. Hayla faz sugestões para os fabricantes, como oferecer pontas avulsas para tornar possível o uso da caneta até a “a última gota de tinta”. A artista também comemora os modelos que permitem recarga da tinta. “É mais sustentável”, defende.


As artistas da Lanó também mencionam a durabilidade das pontas dos marcadores como aspecto a ser melhorado. “As pontas deles não duram muito tempo, o que acaba fazendo com que a gente tenha que comprar marcadores novos mesmo que os nossos ainda tenham tinta. O preço dos marcadores é caro e não é tão fácil achá-lo em qualquer papelaria. Ultimamente, estamos comprando os marcadores na Fruto de Arte, na Casa do Artista ou na Pintar”, afirmam


Apesar dos desafios, Jady Salvatico explica o porquê de não dispensar o produto na realização dos seus trabalhos artísticos. “Eu utilizo os marcadores permanentes em paredes de tinta lousa, internas, e eles ajudam no controle do traço. O resultado fica mais próximo ao planejado anteriormente no papel”, finaliza a designer.

 

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