Revista da Papelaria

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15/08/2018

   

Loja de impacto

A neurociência pode ser usada para que o ambiente de sua loja influencie positivamente a clientela

As pessoas podem nunca ter parado para observar, mas os ambientes por onde circulamos ao longo do dia podem ter um grande impacto em nosso humor, energia, concentração e produtividade. Apesar de ser pouco levada em conta, a influência que os espaços têm sobre as pessoas é significativa e, no caso de uma loja, pode ser uma aliada ou uma inimiga do empreendedor.


Priscilla Bencke, neuroarquiteta e especialista em ambientes corporativos, trabalha há mais de 10 anos na área e explica que esse estudo visa entender e comprovar como um ambiente físico influencia o comportamento das pessoas. “Se entendermos isso, podemos aplicar em qualquer área. A gente se baseia muito em estudos de neuromarketing, que abordam estratégias de aplicações de cores, cheiros, sons... Tudo o que pode estimular os nossos sentidos e provocar determinadas reações, e, consequentemente, a compra”, esclarece.


Para ter uma loja que atraia novos clientes A neurociência pode ser usada para que o ambiente de sua loja influencie positivamente a clientela Loja de impacto e agrade todos os consumidores, muitos detalhes devem ser levados em consideração. Para começar, Priscilla indica definir um objetivo, portanto, é necessário pensar no público-alvo da loja. “Pensando em mães que vão comprar materiais escolares, podemos trabalhar com foco no produto para ele chamar atenção. Para isso, podemos utilizar a estratégia da luz. Cores mais quentes tendem a fazer as pessoas relaxarem, já cores mais brancas deixam as pessoas mais atentas”, exemplifica.


A neuroarquiteta enfatiza que saber aplicar a luz certa para alcançar o objetivo traçado pelo lojista é essencial. Priscilla deixa claro que, mesmo não tendo uma receita de bolo, após identificar o que a loja é hoje, aonde ela pretende chegar e quais são os principais tipos de consumidores, algumas técnicas podem ser infalíveis. “Se a loja tem produtos de qualidade e você quer que as pessoas fiquem atentas aos detalhes, uma luz amarela ou verde pode ser uma boa escolha, pois ambas mantêm as pessoas focadas. Se a loja quer vender em grande quantidade e não quer que os clientes percam muito tempo lá dentro, uma luz mais branca é o ideal”, indica.


Como a luz não faz todo o trabalho sozinha, a especialista em ambientes corporativos dá outras dicas. Segundo Priscilla, a expressão “a primeira impressão é a que fica” é totalmente verdade. Ela conta que um bom ambiente é essencial, pois a primeira experiência pode ditar o próximo contato do consumidor com a papelaria. Portanto, ela indica investir em cores, iluminação certa, boas imagens na parede, entre outros detalhes que fazem toda a diferença.


Ela também explica que o cheiro é o que mais reforça a lembrança, assim, quando o lojista investe em um bom aroma, ele retém os clientes na papelaria e faz com que eles associem boas lembranças à loja. O som também funciona dessa forma. A música do ambiente deve estar de acordo com o perfil dos clientes da papelaria. Mas, claro, existem técnicas no som também. Uma música mais calma mantém a pessoa mais tempo na loja, já uma música mais agitada contribui para o cliente ficar menos tempo no espaço.


Como consumidora, a neuroarquiteta identifica um erro bem comum em papelarias: falta de uma boa iluminação. Porém, muitos empresários deixam passar outros pequenos detalhes que acabam impactando seus negócios sem nem perceberem. “Quando o espaço físico da loja não tem foco no que se quer vender, o cliente entra e fica perdido. Temos que ter a empatia de se colocar no lugar do consumidor para saber o que chama sua atenção, senão a pessoa fica dispersa. Temos de ajudar o cliente com senso de espaço”, ressalta.

 

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