Revista da Papelaria

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24/08/2018

   

Consumo a um clique

O e-commerce avança como uma alternativa para consumidores e uma possibilidade de aproximação dos fabricantes com o cliente

As lojas virtuais invadiram o mercado de papelaria como uma nova maneira de aproximar as indústrias do ramo dos consumidores finais. Foroni, DAC e Tilibra estão entre as empresas que seguiram a tendência e investiram na venda on-line nos últimos anos. O comportamento, porém, não é apenas das marcas papeleiras, mas também representa um movimento comum no setor de vendas. De acordo com dados divulgados pelo projeto E-Commerce Brasil, o comércio eletrônico cresceu 12,5% entre maio de 2017 e maio de 2018 no país segundo pesquisa da BigData Corp.


O objetivo principal dos fabricantes de materiais escolares e escritório é satisfazer os pedidos dos clientes que não encontram os produtos desejados no varejo. Segundo o diretor comercial da Tilibra, Antônio Jorge, o desenvolvimento do e-commerce surgiu, em 2016, justamente após o apelo popular por uma alternativa de compra. “Muitos consumidores, até o surgimento do e-commerce, nos relatavam, por cartas, e-mails ou até por telefone, a dificuldade de encontrar alguns de nossos produtos em suas cidades. A partir desse diagnóstico, surgiu o Tilibra Express”, destaca Jorge.


A possibilidade de compra na internet favorece, principalmente, os consumidores de cidades pequenas. É o caso da estudante e digital influencer Layza Spagnol, que mora em São Mateus, no Espírito Santo. “Moro em uma cidade pequena, que não há muita variedade de papelaria e, consequentemente, de produtos. Isso faz com que eu compre o necessário aqui e invista mais em produtos diversificados na internet”, ressalta a instagrammer à frente do perfil @focopormed, dedicado a dicas de estudo e materiais escolares para vestibulandos.


Vale a pena?


O varejo, naturalmente, não suporta a variedade de produtos oferecidos pelas inúmeras fabricantes de papelaria do Brasil. A Tilibra Express (www.tilibraexpress. com.br) comercializa mais de três mil e quinhentos skus (Unidades de Controle de Estoque); já a Loja Foroni (www.lojaforoni.com. br) oferece mais de dois mil itens, de cadernos a agenda, estojos e mochilas – sem contar as outras indústrias. “Desenvolvemos nosso portfólio baseado na variedade de perfis de consumidores e, muitas vezes, o varejo não conseguia absorver todo o portfólio desenvolvido.


Diante disso, começamos a ter produtos e linhas com altas expectativas de venda, mas com baixa performance. A saída foi criar uma loja virtual, em novembro de 2017, que pudesse oferecer toda a nossa linha aos consumidores, para garantir que encontrem e tenham conhecimento de todas as nossas ofertas“, salienta o analista de trade marketing da Foroni, Roberto Mourato.


O comércio virtual amplia a possibilidade de compra dos clientes e, segundo o estudo da BigData Corp, também apresenta resultados lucrativos. A pesquisa revelou que o faturamento dos e-commerces foi expressivo entre maio de 2014 e maio de 2016. Os lucros aumentaram 24%, entre 2014 e 2015, e 21%, entre 2015 e 2016.


De acordo com o analista de trade marketing da Foroni, além do alcance em outros locais, a proximidade favorece a análise do comportamento de compra dos consumidores. “Com a nossa loja virtual, conseguimos ter um contato muito mais próximo com o consumidor. Isso nos dá a possibilidade de desenvolvermos relacionamento, pesquisa e novos produtos. Em especial, nós analisamos o giro e a aceitação das novidades”, explica Mourato.


Alternativa x competição


As fabricantes reforçam que a intenção não é competir com as lojas físicas, mas oferecer alternativa. “Se o varejista pesquisa nossa plataforma e verifica o preço comercializado, pode constatar que nossa intenção não é a de competir e, sim, de possibilitar que o consumidor tenha a condição de comprar um produto que ele não esteja comercializando ou que não tenha em seu estoque”, enfatiza o diretor comercial da Tilibra, Antônio Jorge.


O analista de trade marketing da Foroni, Roberto Mourato, também reforça que se preocupa em criar uma estratégia de competição equivalente aos preços do varejo. Na visão dele, as papelarias não devem se preocupar com concorrência, mas apostarem no e-commerce como possibilidade de atração de clientes. “Nada substitui a experiência de compra em uma loja física. A tecnologia serve para potencializar a experiência que o consumidor terá na loja, por meio da disponibilização de informações que o instigue a olhar, tocar e adquirir o produto no canal que o consumidor desejar”, afirma.


As versões mobile das lojas virtuais é uma aposta da Tilibra e da Foroni, que crescem exponencialmente no mercado on-line. De acordo com os números divulgados pela E-Commerce Brasil, os sites que se adaptaram à visualização em qualquer tipo de dispositivo e tela cresceram de 2017 para 2018, de 24% para 76% hoje. Segundo o estudo publicado no site do projeto, a explicação desse aumento é um reflexo da preferência de usuários por pesquisas de preço e compras por meio de seus smartphones.

 

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