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10/09/2018

   

Fichário (ou caderno argolado?) é a preferência

Marcas investem em diferentes tamanhos e estampas para atrair estudantes e dão dicas para o lojista fazer o produto girar

Todo início de ano letivo é aquele dilema: caderno ou fichário? Quem é do time do fichário, defende o item com unhas e dentes. Cada um tem, claro, seus prós e contras, mas uma coisa é certa: os estudantes que optam pelo fichário tiram – literalmente! – um peso das costas, mas demanda organização. “Eu uso há quatro anos. No primeiro ano em que utilizei, perdia muitas folhas. Agora já me acostumei e não perco mais. Guardo as folhas organizadas em pastas em casa. Só carrego as do bimestre e, assim, diminui o peso na mochila”, explica Camila Cid, de 16 anos, que está no segundo ano e tem 15 matérias no colégio.


Para atender à demanda de estudantes, as indústrias fazem pesquisa de mercado e investem, a cada nova coleção, na inovação em modelos, estampas, licenciados, entre outros. “Com um diagnóstico do mercado realizado recentemente, entendemos que os consumidores buscam cada vez mais produtos segmentados e, nessa tendência, desenvolvemos toda uma linha de cadernos argolados em modelos mais simples, menores e com diferentes opções de estampa”, explica Karina Marchini, gerente de marketing da Tilibra.


Modelos disponíveis no mercado


Para a linha escolar, a DAC traz o caderno argolado (como também é chamado) com capa em PVC cristal, fechamento em botão e em um formato menor, para melhor manuseio e transporte, nas cores preta e rosa, as mais procuradas pelo consumidor. “O sucesso dos licenciados continua contagiante nas novas coleções. Os licenciados são Disney Princesa, Avengers, Spider-Man, Super Mario, Bubu e as Corujinhas, PlayStation e God of War. Os fichários da Love, com estampas de unicórnio, uma paixão mundial que a gente ama, e a linha masculina, decorada no estilo rock e camuflado, compõem as opções”, explica Claudineia Prado, do marketing da DAC.


A Acrimet disponibiliza fichários escolares com duas, três ou quatro argolas, em três tipos: transparentes (nas cores fumê, azul, cristal, verde e pink), neon (nas cores verde, cenoura, amarela e vermelha) e sólidas (nas cores preta, gelo e azul profundo).


A Tilibra tem fichário para todos os gostos. “Como exemplo dessa segmentação, temos cadernos argolados cartonados com elástico em marcas como Minnie, Capricho, West Village, Love Pink e Blink. Temos também os cadernos argolados com zíper nas marcas Love Pink, Académie e Zip Multi”, lista Karina.


Acessórios


Além dos fichários em si, o item impulsiona a venda de outros suplementos necessários para a utilização na vida escolar. A Acrimet, por exemplo, oferece os índices separadores e o estojo Teen Box – com uma aba especial que se encaixa no fichário. Já a Tilibra, para o ambiente escolar, produz folhas para anotações e, em alguns modelos, bolsa portfólio, divisórias e folha de adesivos.


De acordo com a Acrimet, cada lojista costuma praticar um preço, mas o valor médio de um fichário de quatro argolas, hoje, é de R$ 25,00. A DAC afirma que trabalha com produtos com o menor custo-benefício. “O objetivo é deixar o produto acessível ao consumidor. Mais de 80% dos cadernos argolados são produzidos em papel, contudo, todos têm acabamento com verniz localizado ou hot stamping, dando um brilho a mais à estampa”, afirma Claudineia.


Dicas para os papeleiros!


A indústria  tem algumas iniciativas e ferramentas que ajudam a impulsionar a alta rotatividade do fichário na papelaria. A DAC disponibiliza uma caixa display organizadora para ajudar na exposição e visual da loja. “Há também material de PDV de vários licenciados para decorar a loja e despertar o desejo do consumidor. O fichário é o sonho de consumo de muitos estudantes e uma oportunidade para vender fora do período escolar”, garante Claudineia Prado. A Acrimet aconselha a papelaria a organizar o item em prateleiras, com escala de cores atrativas, e colocar os suplementos próximos. “Divulgação nas redes sociais e no site da papelaria também são importantes, principalmente no período de volta às aulas”, completa.


Preferências e desafios dos consumidores


A Revista da Papelaria conversou com duas estudantes que optam por usar fichário, e elas contaram suas preferências sobre o produto e o hábito de consumo. Tanto Camila Cid, de 16 anos, quanto Gabrielle Loivos, de 18, preferem o fichário para evitar o peso na mochila. “Só deixo no fichário a matéria do bimestre. Já tem livro, apostila... É muita coisa para carregar”, justifica Camila. “Dá para se organizar melhor. Se perdeu alguma aula, você encaixa uma folha com o conteúdo onde quiser. Com o caderno, você fica refém”, defende Gabrielle.


O lado negativo do fichário também tem solução nas papelarias. “O ruim do fichário é quando as folhas rasgam. Eu compro adesivo para colar”, diz Camila. Na hora de comprar o fichário, Gabrielle busca algum que seja leve – “tem fichário que é muito pesado”, reclama – e que não seja muito caro. “Não penso muito na estampa”, garante. Já Camila gosta de fichário liso, sem estampa, e com uma rede por dentro, onde ela possa guardar canetas e afins, sem precisar usar um estojo. “Estou usando o mesmo do ano passado e está em perfeito estado. Se continuar assim, usarei no ano que vem também”.

 

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