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17/09/2018

   

Paixão à primeira escrita

Das tradicionais até as mais enfeitadas, canetas esferográficas conquistam os corações dos consumidores

Pergunte a qualquer jornalista qual seu item de papelaria preferido. Pode apostar que a resposta vai ser caneta. Lembro-me de um professor da faculdade que dizia que jornalista não anda sem caneta porque, se faltar papel, você escreve na mão ou no braço. Tudo pode falhar na hora de uma reportagem: o gravador, a câmera, a memória do repórter..., mas a caneta não pode deixar um jornalista na mão. Esse sentimento de confiança com o bom funcionamento da caneta é compartilhado por diferentes profissionais que usam o item em suas rotinas de trabalho. Professores, arquitetos e publicitários compõem o rol de amantes de esferográficas que a Revista da Papelaria conversou.


Para que a paixão perdure e o amor se transforme em fidelidade a uma marca ou modelo, a caneta tem que cumprir sua função: segundo nossos apaixonados, ela não pode deixar o usuário na mão, não pode borrar e não pode manchar o outro lado do papel. Para a professora universitária Raquel de Paula Ribeiro, de 31 anos, caneta que não funciona e que não desliza bem é sinônimo de frustração. “Eu valorizo uma escrita fina e macia, mas que tenha tinta forte. Um dos meus modelos favoritos é a Kilometrica, da Paper Mate. É barata e é gostosa de usar. Mas a boa e velha Bic também tem seu lugar, é unânime”, declara.


Desde criança, Raquel adora passear em papelarias. “Para mim, é uma distração. Sempre procuro novidades para alimentar meu vício. Acho que tenho mais de 200 canetas! Já comprei on- -line, por atacado, mas gosto mesmo é da experiência da loja”, comenta. Quando gosta mesmo de um modelo, ela é capaz de comprar até 20 canetas iguais, e usa todas até o fim. “É um ritual sentar para estudar ou preparar aula, escolher a caneta com que vou escrever... Prefiro as esferográficas e uso minhas canetas até o fim. A sensação de acabar a caneta é de missão cumprida. Depois jogo fora e começo uma nova”. Raquel também tem canetas especiais, que chama de “colecionáveis”, por serem aquelas com personagens, estilo ou design diferente, coloridas por fora, mais bonitinhas. “Essas eu tenho dó de jogar fora, daí, quando acabam, troco só o refil da tinta e continuo a usar”.


Para colecionar ou para usar?


A paixão de Raquel também é compartilhada por sua irmã mais nova, Renata de Paula Ribeiro Dechichi, de 28 anos. A nutricionista é uma colecionadora de carteirinha e prefere as canetas fofas, coloridas e cheias de charme. “Não uso todas as minhas canetas, mas elas são muito especiais. Compro canetas em lojas físicas, sites, em viagens a outros países. Se eu gostar, compro mesmo, até para dar de presente para outra pessoa. Não tenho preferência por marca porque, se a caneta é bonita, mas a qualidade da tinta ou da ponta é ruim, coloco no rol das fofinhas, porém, inúteis”, conta, entre risadas.


Ao contrário da irmã mais velha, ela admite utilizar poucas canetas até o fim, porque tem muitas opções e gosta de colecionar. “Prefiro aquelas que são bonitas, diferentes, fofas, mas tenho também canetas mais discretas e de qualidade, que uso para escrever”. Renata gosta de escrita fina e da cor preta e, para ela, uma caneta bonita tem que ser feita de material de qualidade e com cores vivas. Tanta paixão gera ciúmes pelos seus itens de coleção. “Minhas canetas ficam bem guardadas. Tenho um estojo só para guardar as bonitas que não são usadas e outro para guardar as bonitas e funcionais”.


O ciúme também faz parte da relação do publicitário Thiago Souza, de 33 anos, com suas canetas. Ele conta que a paixão começou aos 12 anos, quando, finalmente, pôde ir à papelaria comprar seus próprios materiais escolares. “Diante de todas aquelas opções e com meu senso artístico aflorado, eu me apaixonei pelos itens de escrever. Quando comecei a usar mais as canetas para a escrita, surgiu minha paixão pelas cores, formatos, consistência das tintas. Passei a fazer caligrafia por conta própria, e as canetas me permitiram uma letra mais firme e arredondada”, detalha.


O design (desde a embalagem) conquista


Como bom publicitário, ele destaca o design como um atributo fundamental das esferográficas. “Uma caneta me conquista, primeiramente, pela embalagem. Sou desses que se deixa ludibriar por um design bonito e, às vezes, nada funcional. Observo a textura da tinta, tonalidade de cores, testo minha letra… Se eu gostar, é o fim! Já comprei coleções inteiras, de todas as cores, só porque gostei de uma marca ou modelo”. Como se vê, Thiago não precisa de desculpas para comprar em papelarias. “Passo na porta, entro, fico fuçando as prateleiras e compro. Geralmente, em uma ida dessas, gasto em torno de R$ 70,00 a R$ 100,00 em produtos. Não tenho critério, tenho paixão”, conta ele, que admite que apenas as canetas de tubo cristal são usadas até o fim. “Com as outras, rabisco algo no momento da compra e guardo com carinho e muito ciúme”, confessa, entre risos.


Já a arquiteta Marina Lima Carrara, de 26 anos, é uma apaixonada pelos modelos importados. “Minha relação com a compra de canetas é de compulsão! Gosto de colecionar e, na minha cabeça, justifico pensando que vou comprar para trabalhar”. Ela confessa, no entanto, que, por investir em opções mais caras, às vezes fica com dó de usar as canetas, e não é incomum que a tinta seque e ela nem consiga usá-las depois. “Adoro ter vários tipos de caneta e sempre procuro marcas específicas. Por isso, tem muita coisa que compro pela internet, em sites de papelaria especializados”. Ela admite que, quando gosta da caneta, usa até o fim da carga e que o design é um atributo muito valorizado na escolha dos modelos. “Gosto de canetas mais longas e finas. A tinta tem que ser boa também, não pode manchar o papel nem borrar quando a gente está escrevendo”.


Desenvolvimento motor


Quem tem uma relação toda especial com as canetas é a professora e neuropsicopedagoga Aline Pelicari, de 31 anos, e seu filho Arthur, de 8. O pequeno é autista e desenvolveu a mesma paixão pelos itens de papelaria que a mãe. Além das cores e formas, a relação com as canetas é, para ele, um importante atributo de desenvolvimento motor. Aline conta que Arthur recebeu o diagnóstico de autismo com 1 ano e 8 meses e, desde então, a família incentiva a escrita para seu desenvolvimento. A princípio, faziam uso de pincel e tinta, lápis jumbo, giz de cera e canetinhas, mas, hoje, ele é fã das esferográficas. “Sempre incentivamos a escrita no papel com caneta. Na insistência, Arthur acabou ficando tão apaixonado por material de papelaria quanto eu. Cada vez que vamos a uma papelaria, ele quer um material diferente”, detalha a mãe.


Na rotina profissional, a professora prefere esferográficas azuis e pretas e, para correção de provas e cadernos, tem o cuidado de escolher uma caneta que não manche o outro lado da folha nem marque a folha seguinte. Por ter uma letra relativamente grande, ela evita as canetas de ponta grossa, que deixam a escrita mais bruta. “Prefiro as de ponta fina, 0.5. Gosto muito de usar canetas com cores. Acho que a vida precisa ser colorida em todos os ambientes, incluindo papéis, manuscritos e correções. Incentivo sempre meus alunos a usarem canetas coloridas para demarcar coisas importantes e fazer sublinhados e notas em seus cadernos”, conclui.


Variedade e oportunidades a explorar


O mercado brasileiro de canetas esferográficas é constante no Brasil, com larga utilização em escolas e escritórios, mas também com possibilidades de expansão para usos em coleções e trabalhos artísticos, conforme relatam os entrevistados. A Bic ocupa a liderança do segmento, onde atua desde 1950, com crescimento constante e mais de 70% de participação ativa na categoria. A evolução dos artigos do portfólio da marca está ligada à movimentação do mercado e aos desejos do consumidor em ampliar o uso para além do óbvio e tradicional.


A empresa desenvolve produtos que conversam com as necessidades do consumidor, tanto em termos de inovação em cores de tinta quanto em relação ao design, e investe em testes de qualidade e no processo de inovação, para oferecer soluções mais modernas. Resistência e durabilidade são alguns dos principais atributos da marca. 100% das esferográficas são feitas por um processo altamente controlado, para que saiam da fábrica perfeitamente esféricas, o que as torna quase mais duras do que o diamante. As canetas Bic são reconhecidas por escreverem demais – a empresa informa que escrevem até 3 km.


Com um dos portfólios mais completos do mercado, a Bic tem seis opções de ponta (0.4, 0.7, 0.8, 1.0, 1.2, 1.6) em diversas cores. A Bic Cristal Fashion é uma das linhas mais conhecidas, com escrita supermacia e, agora, com novidades: as cores dourada e menta. Já a Bic Intensity é a nova caneta ultrafina e com ponta de feltro, para atender a uma demanda crescente de quem busca pontas de 0.4 mm, tanto para a escrita do dia a dia quanto para projetos manuais e lettering. Para quem gosta da escrita mais grossa, a Bic Cristal Intenso Fashion conta com ponta de 1.6 mm, que permite um traço mais grosso e ganhou duas novas tonalidades: laranja e amarela fluorescente. Se é mais cor que o consumidor quer, pode apostar na Bic 4 Cores Fashion, com corpo colorido em tons pastel de lavanda azul-turquesa, além dos já tradicionais rosa, azul-turquesa, verde-limão e roxo.


Traço contínuo


A Faber-Castell, referência e líder mundial na produção de EcoLápis de madeira reflorestada, aposta na precisão e no conforto em sua nova linha de canetas esferográficas. A marca inova com a versão retrátil das canetas Xtreme, que têm tecnologia que grante conforto e precisão no momento da escrita. A Faber-Castell investe, constantemente, em processos tecnológicos para o aaprimoramento de suas linhas de produção e para satisfazer os consumidores com produtos de qualidade e alta performance. A nova linha foi desenvolvida para consumidores exigentes, com design atrativo e moderno, grip macio e tecnologia de tinta semigel. Segundo a empresa, a experiência de escrita ultrassuave, com traços contínuos e sem falhas, vai do início ao fim. A novidade está disponível nas cores azul, preta e vermelha, com ponta fina de 0.7 mm e média de 0.1 mm.


Outra novidade, a Ice 061, da Faber-Castell, tem escrita fina e preza o conforto, garantindo o alto desempenho no dia a dia. A nova esferográfica tem como principais atributos a firmeza no traço, para proporcionar ainda mais prazer em escrever. A Ice 061 tem design atrativo e exclusivo, com corpo translúcido colorido, o que possibilita a visualização de sua ponteira metálica, além de ter escrita fina e tinta semigel, que proporciona uma experiência única: conforto aliado à alta precisão. Além de todas essas vantagens em desempenho, a Ice 061 possui proteção interna de silicone na tampa, garantindo maior durabilidade do produto. A caneta, que está disponível nas cores azul, preta, vermelha, roxa e rosa, é destinada ao público que preza qualidade sem perder o estilo, sendo ideal para a agitação do dia a dia da escola e da faculdade.


Um quilômetro de escrita


A Paper Mate tem como carro-chefe a Kilometrica 100, disponível nas cores azul, preta e vermelha. O produto tem alta durabilidade, com traço de mais de 1 km de extensão. Ergonômica e com sistema de escrita inovador, possui corpo transparente, que permite ver o nível da tinta, e formato triangular, que proporciona maior conforto ao escrever. Sua tinta InkJoy traz uma escrita extramacia e intensa desde o início. A Kilometrica 100 também tem uma versão Colors, disponível em 7 cores: azul-turquesa, verde lima, verde-escuro, rosa, roxa, laranja e marrom. Supermacia e em cores vivas e vibrantes, ela é ideal para colorir e decorar agendas e cadernos.


A linha ainda conta com a Paper Mate Kilometrica 100 Ponta Fina, a caneta mais macia, com suavidade na escrita, intensidade nas cores e precisão de uma ponta 0.7 mm. A excelência de sua performance, com rapidez na secagem da tinta e uma escrita sem manchas, é um dos diferenciais do modelo, que também possui três cores: azul, preta e vermelha. Outros destaques são a Paper Mate Profile, reconhecida pela suavidade, intensidade e design diferenciado. Essas canetas de alta performance, com tinta ultrassuave, são excelentes opções para quem precisa facilitar a expressão e a comunicação. Possuem ponta extragrossa, de 1.4 mm, que distribui de forma uniforme a pressão de quem escreve, além de um grip emborrachado, que traz maior conforto a escrita.


Por fim, a Paper Mate Kilometrica Stylus traz tradição e tecnologia em uma só caneta. Com ela, é possível escrever no papel e no tablet com um só produto. A caneta Paper Mate Kilometrica Ktylus une toda a qualidade das esferográficas com a revolucionária ponta Stylus, que permite o uso em telas touchscreen. Disponível em duas cores, preta e azul, é o produto ideal para se ter sempre a mão em um mundo multitelas.

 

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