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27/09/2018

   

Papel, caneta e... Curtidas!

Conheça o mundo das digital influencers que atingem milhares de seguidores apaixonados por papelaria por meio das redes sociais

Layza Spagnol, de 19 anos, é vestibulanda pelo segundo ano consecutivo, sonha em cursar medicina e é apaixonada por cadernos argolados e porta-fichas personalizadas para arquivar resumos. Natália Benevides, de 23 anos, ama blocos autoadesivos e marca-textos para ajudar no dia a dia de estudos para o concurso de juíza. Nathally de Almeida, de 25 anos, começou com anotações da monografia em agendas e cadernos, mas a segunda graduação exigiu manter a organização de estudante. Bruna Moraes, de 27 anos, ama materiais escolares tanto quanto a profissão de jornalista à moda antiga: papel e caneta são essenciais.


Elas fazem parte de uma geração de jovens apaixonada por papelaria e viciada em redes sociais e, juntas, somam mais de 200 mil seguidores no Instagram. As digital influencers atingem consumidores espalhados pelo Brasil que encontram uma forma de trocar experiências de produtos e papelarias, além de, no caso dos perfis das estudantes, encontrarem também mensagens motivacionais e dicas de organização para alcançar o objetivo desejado.


A ideia inicial da futura médica Layza Spagnol, à frente do perfil @focopormed, era criar uma conta no Instagram para ajudar apenas na motivação de estudos dela. Porém, após o sucesso na rede social, percebeu que os artigos escolares eram fundamentais para a eficiência do estudo dela e dos seguidores também. “A paixão por papelaria é antiga, mas tive a oportunidade de me aprofundar nesse mundo quando decidi criar o meu studygram. A partir dele, conheci pessoas que também possuíam perfis de estudos e, com isso, passei a trocar informações e conhecimentos que fizeram com que entendesse melhor a variedade de papelarias e produtos”, explica a instagrammer, que soma mais de 80 mil seguidores.


O negócio virtual


De publiposts, ou posts patrocinados, até uma crítica de um produto. O alcance das influencers favorece a transformação de um simples compartilhamento de fotos em negócio. A dona do perfil @projeto3f, Nathally de Almeida, por exemplo, soma 20 mil seguidores que se interessam não só por sua rotina de estudos na faculdade de direito, mas também por suas dicas de organização e produto. “As marcas de papelaria me procuram para realizar sorteios, testar produtos e fazer postagem sobre eles ou, simplesmente, divulgar a marca. Como meu perfil é completamente direcionado para esse público, o retorno das marcas é muito certeiro”, enfatiza Nathally.


A estudante organiza as postagens semanalmente a partir de experiências próprias e também consulta o público por meio de enquetes. “Procuro mesclar conteúdos de papelaria com textos autorais de motivação e dicas de estudo. Estou começando a comercializar planejamentos de estudo que eu faço com foco na rotina e em concursos que o cliente irá prestar”, explica.


Ao contrário de Nathally, a jornalista Bruna Moraes idealizou o perfil @papeleireira para se tornar um guia de pessoas interessadas em produtos do mercado papeleiro e, por conseguinte, uma oportunidade de negócio. Por isso, a blogger busca rentabilizar o trabalho a partir de propagandas patrocinadas. “Elaboro diferentes maneiras de divulgação das empresas. Podemos pensar em opções de publiposts, mas também escrevo reviews sobre os produtos oferecidos pelas marcas. Desse jeito, não há dinheiro envolvido, não é publicidade e, por isso, faço uma avaliação isenta, destacando tanto as qualidades quanto os defeitos”, explica Bruna.


Organização para alcançar objetivos


O perfil de estudos de Nathally nasceu, em 2015, como uma válvula de escape para o estresse do fim da graduação em jornalismo e, principalmente, da monografia. Com o Instagram, ela mostrava os materiais que usava na universidade e em casa. “O perfil foi crescendo, e a minha paixão pela papelaria também. Assim, comecei a buscar as novidades do momento para mostrar aos meus seguidores”, conta a estudante que, logo após a formatura, decidiu investir em uma segunda formação e ingressou na faculdade de direito.


Organização é a palavra que motiva também a digital influencer e vestibulanda Layza, que, segundo ela, se apegou aos itens de papelaria ainda na infância para organizar os cadernos de escola. “Meus resumos e anotações são arquivados em pastas e cadernos para facilitar o acesso. As cores das canetas e marcadores me auxiliam nas funções: títulos, conceitos importantes, dúvidas, palavras-chaves, datas etc. Quando o canto de estudos fica organizado, a vida, consequentemente, fica organizada!”, destaca.


A concurseira Natália Benevides, do perfil @projeto_ excelentissima, também é apaixonada por marcadores e bloquinhos autoadesivos para ajudar na elaboração dos resumos. Mas, além disso, informar-se sobre os produtos de papelaria é uma atividade que relaxa a instagrammer. “A minha rotina de estudo é intensa, então, o meu tempo livre gasto para comprar canetas e marcadores. É o lugar que mais frequento e, apesar de saber que não é essencial na minha vida, me acostumei a estudar com as minhas canetas coloridas”, destaca Natália.


Loja física ou on-line?


Bruna, Natália, Layza e Nathally são aficionadas em visitar papelarias e testar as novidades do mercado. Além do preço, a escolha pela loja perfeita deve cumprir certos pré-requisitos como atendimento, vitrine e oferta para se consagrarem como um ponto de venda ideal para as influenciadoras. “Os principais fatores que me levam a destacar uma papelaria são preço, variedade de produtos e marcas diferentes. Além disso, aquelas que deixam os clientes à vontade para olhar os produtos – e testar as canetas, sem pressão nem cara feia – têm um diferencial. Perdem ponto as lojas que colocam as canetas atrás do balcão e é preciso pedir ao vendedor para experimentar cada uma delas”, destaca Bruna.


Nathally e Natália até costumam procurar produtos diferentes e originais on-line, mas, ainda assim, preferem comprar presencialmente. “Prefiro comprar em lojas físicas, pois consigo testar o produto no momento da compra, mas não tenho problemas com compras pela internet. Como uma apaixonada por papelaria, se eu vejo algo que me agrada e só tem opção pela internet, eu compro sem problemas”, destaca a estudante de direito.


A concurseira Natália, por outro lado, não investe em compras on-line, porque, para ela, o valor do frete não compensa o custo-benefício. “Prefiro comprar em lojas físicas, porque, além do frete desanimar, sou muito ansiosa e a demora me deixa um pouco desanimada. Gosto de ir à loja e comprar de uma vez!”, comenta.

 

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