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19/12/2012

   

Perspectiva pouco animadora

Abigraf Nacional vê futuro incerto para a indústria gráfica em 2013

O ano de 2012 chega ao fim dando graves sinais de que as perspectivas para a indústria gráfica brasileira em 2013 serão pouco animadoras. De acordo com o último Boletim de Atividade Industrial preparado pelo Departamento Econômico da Associação Brasileira da Indústria Gráfica, em setembro de 2012, a produção do setor recuou 5,4% em relação ao mesmo mês de 2011. Na comparação entre o terceiro trimestre deste ano com o mesmo período do ano passado a retração chega a 9,5%. O levantamento também mostrou resultado negativo de 4,3% no período de janeiro a setembro de 2012 sobre o mesmo período do ano anterior. Já na análise dos dados anualizada (de outubro de 2011 a setembro de 2012), a queda é de 4,4%.
A expectativa é de que o setor termine 2012 com recuo na produção e, segundo as projeções econométricas mais recentes, a indústria gráfica deve amargar queda de 5,4% na produção em 2013, puxada principalmente por uma retração de quase 4% no segmento editorial. Tais números refletem, em grande medida, a perda de competitividade sofrida pela indústria gráfica brasileira, que além dos problemas comuns aos demais setores industriais, como o Custo Brasil, tem sofrido com o crescimento na importação de impressos editoriais e o alto custo dos insumos do setor.
Para amenizar esses problemas, foram intensos, durante o ano, os contatos entre a entidade e representantes no Executivo, Legislativo e Judiciário no sentido de sublinhar a gravidade da situação e propor medidas que possam ajudar a mitigar os efeitos negativos da falta de competitividade que acomete o setor. Dentre os pleitos proposto pela entidade em nível nacional, estão: a inclusão de toda a indústria gráfica entre os setores contemplados pela desoneração na folha de pagamento no âmbito do Plano Brasil Maior; a extensão da alíquota zero do PIS/Cofins para a atividade de impressão de livros no Brasil, uma vez que olivro é produto imune e já não paga as contribuições quando vendido ou importado; e a retirada de insumos da indústria gráfica da lista de cem produtos que tiveram suas alíquotas de importação elevadas pela Camex.
“Embora os resultados deste trabalho ainda estejam sendo gestados, temos percebido uma crescente sensibilização para o problema em ministérios estratégicos como o da Fazenda e o MDIC”, afirma o presidente da ABIGRAF Nacional, Fabio Arruda Mortara. “Para ganharmos esta guerra, precisamos continuar mobilizados para mostrar que é a saúde de mais de 20 mil empresas, responsáveis pela geração e manutenção do emprego de aproximadamente 222 mil brasileiros, que está em jogo”, completa. 

 

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