Revista da Papelaria

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27/05/2013

   

Amor e dedicação abrem os caminhos

A experiência em vendas e o esmero no atendimento fez consolidar uma vocação e nascer uma empresa

Há 19 anos, Max Henrique iniciou a própria empresa de representação comercial. Sua carreira na área de vendas e atendimento começou em 1981, como preposto em diversos setores. Após quatro anos, foi convidado a ser funcionário da BIC, onde permaneceu até dezembro de 1993. Max deixou a empresa já com a ideia de abrir um negócio e, em 14 de janeiro de 1994, fundou a Escolar Representações, que inspirou a seção Representante da edição 189 da Revista da Papelaria.
Max adquiriu experiência em atendimento ao cliente e se envolveu com o setor de papelaria e material de escritório, trabalhando majoritariamente com varejo. A Escolar Representações possui outros dois funcionários, um no escritório e outro como vendedor ajudante. Max enumera as principais empresas representadas: “São Domingos, Acrimet, Faber-Castell, Procalc, entre outras... Todas focadas em papelaria e material de escritório.”
Situada em Juiz de Fora, a empresa atende a Zona da Mata, leste de Minas Gerais e Vale do Aço. “Como sou focado em papelaria, não consigo atender a todos. Eu costumo dizer que a pessoa se aposenta e abre uma papelaria! Então, nós atendemos clientes médios e grandes. Claro que o período de volta às aulas, por exemplo, é muito intenso, mas nós conseguimos dar conta”, garante o representante.
Max afirma que a maior dificuldade para a classe é ter apoio, principalmente por parte do governo, que ainda não inseriu os representantes comerciais no método Super Simples de cobrança de impostos. Essa seria a principal reivindicação, inclusive dos colegas de Max. “Nós usamos o carro, gastamos combustível, ficamos longe da família... Minha mulher, Fátima, é minha grande parceira, minha sócia, ela é quem cuidou dos nossos filhos, porque eu não podia estar lá. Nós pagamos impostos, geramos renda. Graças a Deus, minha empresa é toda certinha, mantemos tudo em dia, mas há muitos representantes que não conseguem, não porque não querem...”, lamenta.
Por outro lado, Max lembra dos pontos positivos de seu trabalho, principalmente o relacionamento desenvolvido com seus clientes. “A grande conquista é a amizade, a confiança, essa grande faculdade que é ser representante comercial. Tem cliente que eu vi a filha nascer e hoje sou padrinho de casamento dela. Eu sou mais um consultor do que um vendedor – é uma venda consultiva”, afirma.
O dono da Escolar Representações comenta sobre o mercado de papelaria na atualidade, que considera estar muito dinâmico. Para ele, o papeleiro precisa compreender que, antes, procurava-se por preço acessível, mas agora, muitas empresas entraram no mercado com preços reduzidos. “Ele tem que fazer parcerias com empresas sérias, buscar não só as empresas com valores mais baixos, mas as que trabalham corretamente, com qualidade”, observa. Não posso deixar de falar que também é um problema o governo interferir na aquisição de material escolar. Aqui em Minas ainda há poucos casos, mas acompanho o que acontece pelo país. Preciso parabenizar o pessoal do interior de São Paulo que deu o vale para comprar material nas papelarias e que saiu em matéria na revista. Isso ajuda muito os papeleiros. Você tem que deixar o cidadão escolher o que ele acha melhor para o filho”, diz.
Max acredita que há muitos tipos de auxílios governamentais que dão margem a falcatruas, mas não gosta dos kits escolares oferecidos na rede de ensino por impossibilitarem a compra dos itens essenciais nas papelarias – e por isso concorda com os vales distribuídos em São Paulo. Sempre demonstrando seu amor à profissão, Max defende sua classe e seus clientes, aponta defeitos e exalta qualidades, provando que conhece os problemas, mas consegue encontrar soluções e satisfação.

 

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