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27/10/2014

   

Novo passo do comércio virtual

Aplicativo transforma página no Facebook em plataforma de divulgação e vendas on-line

A importância das redes sociais para ampliação do público das empresas é cada vez maior, já que permitem o contato direto com os clientes. Mais do que estreitar relações, agora é possível usar o Facebook como ferramenta de vendas on-line — e isso pode revolucionar o mercado virtual.


Em 2011, os irmãos Cynthia e Denis Akao, sócios na agência WV_Todoz, leram sobre o Payvment, plataforma de f-commerce (comércio pelo Facebook) dos Estados Unidos. Nela, a loja 1800 Flowers aumentou o faturamento em 300%.


“Pensamos: por que não oferecer esse serviço para nossos clientes? Só que o Payvment era integrado ao Paypal, que na época não era aceito no Brasil. Por isso, desenvolvemos uma plataforma básica integrada com o PagSeguro, que era o módulo de pagamento mais conhecido no país. Assim, lançávamos nossa versão Beta”, explica Cynthia sobre o Facíleme, aplicativo de vendas através do Facebook criado por ela e o irmão.


A primeira versão tinha funcionalidades básicas, com cadastro de apenas 12 produtos. O objetivo era permitir que os clientes vendessem artigos pela página utilizando um módulo de pagamento confiável. Hoje, o serviço possui parceria oficial com o PagSeguro.


Recursos e vantagens


Os criadores estão difundindo o conceito de full commerce com o Facíleme: f-commerce (comércio pelo Face) + e-commerce (loja virtual em site) + design para acesso via dispositivos móveis, isto é, de fácil visualização, leitura e navegação em celulares e tablets.


Para adquirir, o interessado precisa acessar o site www.facileme.com.br, clicar em ‘Instalar Agora’, efetuar cadastro e escolher um plano: mensal, trimestral ou semestral, ao custo de R$ 50, R$ 135 ou R$ 210, respectivamente.


Em seguida, basta customizar a página e cadastrar os produtos e a conta do PagSeguro. “Tudo isso de forma simples, de maneira que qualquer pessoa, mesmo sem conhecimento técnico, consiga administrar a loja sem depender de especialistas”, garante Cynthia.


Há outros pontos interessantes no sistema: integração aos Correios; gerenciamento de estoque da loja, inclusive se houver estoque em outra loja virtual, além da página no Facebook; ferramenta de help desk (atendimento a solicitações) para facilitar a ajuda ao cliente durante a pré e pós-venda; e relatórios para o administrador que auxiliam na venda e estratégia promocional.


Dessa forma, há apenas um gerenciador e um estoque para as lojas no site (se existente) e no Facebook. Ele ainda recebe, através do perfil, as notificações da rede social e comunicados relacionados a novidades, configurações e vendas. Comércio social Através do Facíleme, o papeleiro pode divulgar a loja e os produtos com as funções do próprio Facebook: curtir, compartilhar, comentar. Essa é a diferença principal do social commerce: a interação e identificação com a marca que se pode criar.


“Temos a funcionalidade exclusiva de divulgar e vender pela timeline (linha do tempo). Quando o vendedor seleciona essa opção, o produto é automaticamentepublicado na fan page da loja e há a possibilidade de postá-lo, também, no perfil pessoal do administrador da página, para que ele divulgue para os amigos. Através da própria linha do tempo, o cliente clica no produto, seleciona as opções e efetua a compra sem sair de seu ‘feed de notícias’ do Facebook”, comenta Cynthia sobre uma das facilidades para o consumidor. Segundo a empresária, 47% das pessoas consultam a rede social ao adquirir produtos, podendo pedir opiniões aos amigos. Cynthia e Denis pensam em melhorias para o aplicativo.


Com um faturamento médio mensal de R$ 25.000, através dos planos contratados pelos assinantes, o Facíleme ganha força no mercado.


“Temos planos de desenvolver novas ferramentas para agregar valor à ferramenta principal e ajudar os clientes a vender e se relacionar com os consumidores”, promete a empreendedora. Papeleiros, estejam atentos: se a modernidade bate à porta, é melhor abrir e acolher!

 

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