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05/01/2015

   

Gigantes marcam território

BIC, Faber-Castell, Pentel e Pilot ampliam portfólio de marcadores para levar produto além do volta às aulas

A indústria papeleira dá novas funções e designs remodelados aos marcadores, em um movimento que visa levar essas canetas a superar a barreira imposta pelo período de volta às aulas. Até recentemente restrito ao início de ano, os marcadores querem assinalar posição no mercado e se perpetuar além das variações sazonais.


“O mercado de marcadores tem uma tendência positiva de crescimento e a BIC acompanha essa evolução. Assim, a companhia, atualmente, está trazendo novos formatos ao mercado e desenvolvendo packs que juntam diferentes categorias, por exemplo, Colorir + Marcadores de texto”, conta Teresa Giner, gerente de papelaria Office da BIC Brasil.


O nicho de mercado demonstra a importância que tem com o investimento feito pela BIC. A companhia francesa destinou R$ 40 milhões para a ampliação da fábrica de Manaus (AM), com grande parte desse valor destinado às linhas de produção de marcadores de quadro branco, permanente e de texto. A empresa aposta no conforto de novos formatos.


“No processo de desenvolvimento da linha de marcadores, foram cerca de 100 pessoas envolvidas em mais de 20 mil horas de trabalho, dentro das quais foi analisada a ergonomia do marcador como elemento essencial do produto. Assim, a linha BIC Marking possui o tamanho ideal de corpo para facilitar a pega dos usuários”, frisa Teresa.


A Faber-Castell também foca na ergonomia das canetas. Os marcadores com corpo fino foram completamente renovados e, agora, são triangulares. Além disso, escrevem até duas vezes em comparação com o modelo anterior. Mas, acima de tudo, a gigante alemã tem na durabilidade da carga o grande trunfo contra as concorrentes.


Se os modelos de corpo fino tiveram as cargas melhoradas, o mesmo se pode dizer da linha de marcadores para quadro branco e permanentes. Enquanto o primeiro é adaptável tanto aos quadros quanto a superfícies de vidro, o segundo escreve com a mesma eficácia sobre flip chart, cartão, plástico, metal, vidro e madeira.


A diversificação do uso dos marcadores também orientou a Pentel no lançamento da linha Paint Maker, já utilizada em países como Japão, França, México e Estados Unidos, principalmente em funções industriais. As empresas utilizam o modelo em departamentos de controle de qualidade, produção e manutenção.


Os marcadores também funcionam como marcação para furações, indicações de corte e dobra de chapas, indicações de ajustagem e marcas para soldagem. A ideia da Pentel é utilizar essas canetas em superfícies sobre as quais os marcadores comuns não funcionam tão bem, como metal, borracha, concreto, madeira ou fibra de vidro.


Enquanto a Pentel deposita suas fichas no segmento industrial, a Pilot tem seu apelo na sustentabilidade. A multinacional japonesa, que atua com marcadores há mais de 40 anos, lançou a linha Be Green, na qual todos os marcadores têm, no mínimo, 70% de sua matéria-prima com origem reciclada.


As quatro gigantes do mercado de marcadores têm estratégias bem diferentes. Mas, seja investindo em conforto, durabilidade, versatilidade ou sustentabilidade, uma coisa é certa: a batalha irá fortalecer o cenário como um todo e, no fim das contas, o consumidor é o grande vencedor, com opções disponíveis para qualquer gosto e necessidade.


Editado em 05/01/2015

 

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