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05/01/2015

   

Emprego temporário é emprego de qualidade

Fim de ano e volta às aulas abrem novas frentes de trabalho

O Natal é a data mais importante do ano para o comércio e o aumento pontual nas vendas gera a necessidade de contratações. Segundo pesquisa do Sindicato das Empresas de Prestação de Serviços a Terceiros, Colocação e Administração de Mão de Obra e de Trabalho Temporário no Estado de São Paulo (Sindeprestem), 163,3 mil vagas temporárias serão geradas até o fim de 2014, o que representa avanço de 1% em relação a 2013.


O comércio varejista responde por 113 mil desse total e, a partir de novembro, o ritmo das contratações começa a esquentar. Os meses que antecedem as festas de fim de ano são utilizados pelos lojistas como fase de treinamento dos temporários, que têm, nesse período, o tempo certo para se ambientarem à filosofia da empresa e às necessidades que o trabalho pede a funcionários com perfil bem específico: jovens e sem experiência anterior.


“Em torno de 24.500 jovens entre 18 e 24 anos que nunca trabalharam devem ser contratados nesse período. É uma abertura promovida principalmente pelo comércio varejista porque os jovens estão em fase de qualificação e têm muita disposição para trabalhar”, salienta Maria Olinda Longuini, diretora de Comunicação do Sindeprestem.


A situação econômica do Brasil — que, segundo o IBGE, está em recessão técnica — é um freio à abertura de vagas em 2014. Além disso, o cenário de indecisão causado pelas eleições gerais impacta negativamente o mercado, que mostra números e expectativas estagnadas na comparação anual. Para se ter ideia, o avanço nas contratações de 2013 ante 2012 foi de 3,2% (mais que o triplo da comparação 2014/13).


“Para este ano, a expectativa não é muito favorável em relação ao ano anterior. Estamos trabalhando com estabilidade. A expectativa é que o varejo do Natal seja muito parecido com 2013, sem crescimento. Aí é onde nos preocupamos, pois o clima econômico é de total incerteza”, aponta Fernanda Della Rosa, assessora econômica da Fecomércio-SP.


Relação de confiança


As contratações temporárias para o Natal começam no meio do ano. A indústria dá o pontapé inicial ao trazer para as fileiras funcionários que trabalharão por curto período com o objetivo de atender à demanda do comércio, que começa a se aquecer em novembro. E, para lidar com a procura dos consumidores em dezembro, é ideal que os novos empregados cheguem o mais cedo possível às empresas que disponibilizam o produto final.


“O legal é contratar agora, para que o temporário possa se ambientar antes da alta temporada. O que diferencia uma empresa da concorrência não é o produto, mas, sim, o atendimento. O empresário que quer chamar e reter venda deve contar com pessoas capacitadas para tal. O temporário tem que agregar ao negócio, não apenas ser descartável”, pontua Fernanda.


O tempo para ambientação do profissional à empresa é de extrema importância. Tendo em vista que grande parte das vagas são preenchidas por jovens que nunca tiveram qualquer contato com o mercado de trabalho, a assessora econômica da Fecomércio-SP deixa claro que incorporar os novos trabalhadores ao espírito do negócio é essencial para o empresário atingir os objetivos traçados.


“É importante que o empresário saiba lidar com pessoas que pouco conhecem a empresa e que possa capacitá-las para isso. A motivação delas está muito ligada ao princípio de fazer parte de algo. Se tem interesse em contratar, você tem que contextualizar. Passar valores, o que se espera deles, pois essa é uma ótima oportunidade para testar os profissionais”, garante.


Enquanto o ambiente econômico não ajuda, cabe ao empresariado estimular os funcionários a explorarem todo o potencial. Se cursos profissionalizantes são diferencial e podem ajudar os novos colaboradores a contribuírem no crescimento da empresa, fornecer estrutura adequada permite que eles se preocupem apenas em crescer, com foco nos resultados exigidos pelos contratantes.


“Ter formação de, pelo menos, segundo grau e cursos extras em vendas ou telemarketing é importante. Em contrapartida, a empresa fornecer benefícios além do contrato e dar atenção e orientação constantes àqueles que estão no primeiro emprego é fundamental nesse processo. O emprego temporário é um emprego de qualidade porque oferece a todos os envolvidos a oportunidade de aprender e desenvolver o próprio potencial”, conclui Maria Olinda Longuini.


Editado em 05/01/2015

 

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