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17/11/2014

   

Mochilas carregam o volta às aulas

Sucessos infantis de alto valor agregado fazem do produto a fonte de esperança dos papeleiros

As mochilas são a grande esperança dos papeleiros para o volta às aulas 2015. Os produtos, de alto valor agregado, trazem temas de sucesso entre as crianças, como Peppa Pig ou Monster High, para fazer os varejistas irem além de cadernos e canetas na busca pela melhora de seus números.


“Os cadernos já são líderes, mas este é o momento das mochilas. Além de itens para o volta às aulas, elas são dadas como presentes da Natal. O produto já apresentou boa venda no ano passado, o que nos gera expectativa ainda maior. As mochilas são a aposta para este ano”, calcula Aluisio Franco, sócio da sul-matogrossense Papelaria Brasil.


Aluisio calcula um aumento de 10% a 15% no resultado geral da papelaria que administra no próximo volta às aulas. E a constatação sobre o bom desempenho é corroborada por outros papeleiros. Com esse horizonte em vista, a ideia é investir pesado em volume e variedade de mochilas, para atender a um público exigente.


“Os pais compram novas mochilas para os filhos praticamente todos os anos. Como elas surpreenderam no ano passado, aumentamos a variedade e o estoque para este ano”, complementa Carlos Levate, proprietário da Karlos Papelaria, de Muriaé (MG).


Se as mochilas mostram tendência de alta, o mesmo não se pode dizer de outro produto muito tradicional. De acordo com Levate, os fichários mostram redução de vendas nos últimos quatro anos, sendo superados pela variedade de cadernos disponibilizados no mercado.


Período gera novos empregos


O volta às aulas gera um aumento na procura pelas papelarias que, por sua vez, acabam contratando mais funcionários para suprir essa demanda. O movimento, que já começa no Natal, se estende até meados de fevereiro e é uma boa oportunidade para os empresários e para aqueles que procuram emprego.


“Quando planejamos o Natal, o volta às aulas já está incluído. Pretendemos contratar mais 40 pessoas, além dos 60 funcionários que temos fixos na loja. Passado esse período, cerca de dez desses funcionários temporários devem permanecer conosco”, estima Nivaldo Madureira, gerente da Livraria Pedagógica, de Sorocaba (SP). Aluisio Franco deixa essa demanda ainda mais clara.


De acordo com ele, durante o ano, seus 20 funcionários são suficientes, mas esse número passa para 55 no auge da procura pelos itens das listas fornecidas pelas escolas. Mais que o dobro do efetivo é necessário para atender a um público que, cada vez mais, se antecipa na busca pelos materiais.


“Nós temos percebido que os pais estão mais conscientes e vêm antecipando mais as compras de materiais escolares. Sempre tem aqueles pais que deixam para a última hora, mas neste ano, o movimento de antecipação é maior que nos anteriores”, conclui Aluisio.

 

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