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24/03/2015

   

Paperworld: negócios e inspiração

Edição de 2015 da maior feira de papelarias do mundo registra melhor desempenho perante anos anteriores e sinaliza boas perspectivas para o setor

São nada menos do que 25 anos desde o início de realização do evento. Durante esse período, a história econômica mundial registrou muitos momentos marcantes, mas nada abalou a confiança do mercado em busca de dias melhores. E eles, definitivamente, chegaram para a Paperworld. A edição de 2015, realizada entre 31 de janeiro e 3 de fevereiro, registrou desempenho superior frente aos últimos anos, com aumento nos números, nos negócios e, principalmente, no otimismo.


Ao lado da Paperworld, dois eventos paralelos: Christmasworld e Creativeworld. Eram 2.855 expositores nas três feiras, satisfeitos com a grande quantidade de visitantes – destes, grande parte tomadores de decisão. Ao todo, 85 mil profissionais de 156 países fizeram o caminho para Frankfurt, na Alemanha, e enfrentaram as baixas temperaturas com bastante entusiasmo.


“Desde o primeiro dia, a feira internacional mostrou-se em uma escala ascendente de sucesso”, comenta Detlef Braun, membro do Conselho Executivo da Messe Frankfurt, promotora do evento.


O clima positivo foi predominante nas três feiras. De acordo com informações da Messe Frankfurt, além do aumento significativo no número de visitantes de fora da Alemanha – 61% do total –, a organizadora também está satisfeita com o papel desempenhado pelo comércio alemão. “Além do maior número de compradores, eles também foram mais ousados quando se tratava de fazer encomendas”, afirma Braun.


Exemplo de qualidade


Presenciar a Paperworld pela primeira vez, pelo menos para quem vem de um país tão distante da Alemanha como o Brasil, é deparar-se com um arrojado e organizado mundo dos negócios, em um espaço de dimensões colossais. São 578 mil m², divididos em dez salões, que forneciam aos setores do evento tamanhos mais do que privilegiados para abrigar as ofertas de 1.641 expositores oriundos de 61 países. Eram 289 de origem alemã e os demais 1.352 de fora do país-sede, segundo dados da promotora da feira.


Pelos extensos corredores e stands bem distribuídos, os idiomas se misturavam. As feições se reconheciam ou até se estranhavam. É um privilégio poder ter contato com pessoas de países que já se ouviu falar, sabe da existência, mas que não se faz ideia de onde fica. Estônia, Sri Lanka, Letônia ou Samoa poderiam ser alguns deles. Durante aqueles quatro dias, o planeta estava muito bem representado na Paperworld, com 42.152 visitantes de 148 países. Assim como entre os expositores, o público estrangeiro também prevaleceu, com 66% do total.


Maria Lourenço, do grupo fabricante de papéis de impressão e escrita Portucel Soporcel, notou diferenças entre a edição de 2014. “Os negócios na feira foram muito bons, melhores do que no ano passado. Foi notável a grande proporção de visitantes internacionais no fim de semana”, aponta a representante da empresa portuguesa. Os resultados contabilizados pela Messe Frankfurt confirmam isso: 93% dos visitantes disseram ter alcançado os objetivos. Além disso, 76% deles eram gerentes e, portanto, com alto poder de decisão.


Novidade: Paperworld Plaza


Integrantes da associação alemã dos fabricantes de papel, materiais de escritório e artigos de papelaria (PBS-Markenindustrie) também se mostraram realizados. “Estamos muito satisfeitos com o rumo dos negócios na feira. Falamos com mais visitantes internacionais do que o esperado, e o número de visitantes profissionais alemães também foi muito bom”, afirma Rolf Schifferens, presidente da PBS-Markenindustrie e CEO da Faber-Castell.


No entanto, além do sucesso em âmbito geral, outro quesito beneficiou a associação de fabricantes: a estreia do Paperworld Plaza, que reuniu as marcas da indústria em só espaço e abrigou o Plaza Academy – programa de eventos e conferências adaptado especialmente às necessidades do comércio e da indústria. As oportunidades para trocar ideias e informações abordaram, entre outros temas, as tendências da internet, marketing e ecologia.


Outro destaque desse salão foi o Future Shopping, construído para demonstrar como as novas tecnologias digitais podem promover e dinamizar a vida de um negócio tradicional. Por meio de integração com dispositivos móveis, produtos reais ganham dimensão adicional, a exemplo dos códigos QR, dos sistemas de cupons e dos links para conteúdo de áudio e vídeo, e são capazes de proporcionar melhores experiências de compra aos clientes.


“Para nós, a Paperworld é a feira principal e, graças ao novo conceito, muitos fabricantes importantes podem ser encontrados aqui. Os expositores geram muitos impulsos para todas nossas áreas de negócio – não apenas para a próxima temporada, mas também para o desenvolvimento geral nos próximos anos. E o networking que se passa durante a feira – os contatos diretos efetuados – é um aspecto essencial”, resume o CEO da Kaut-Bullinger, empresa alemã do comércio de materiais para escritório, Johannes Peter Martin, durante visita ao Paperworld Plaza.

 

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