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06/04/2015

   

Indústrias lidam com energia mais cara

Aumento no preço da luz leva indústrias a reformular procedimentos

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou, em fevereiro, o primeiro reajuste nas contas de luz em 2015. Realizado para pagar os R$ 17,8 bilhões emprestados pelo governo federal às distribuidoras de energia no ano passado, o aumento vai encarecer, neste momento, as tarifas em até 53% para consumidores e indústrias.


“O governo não poderia ter escolhido momento pior para o aumento nas tarifas de energia. A indústria brasileira vem sofrendo constantes quedas. As exportações, em vez de serem facilitadas, são dificultadas. O aumento da tarifa de energia é mais uma penalidade para quem produz no Brasil”, afirma Natália Gastaldo, gerente de marketing da Acrimet.


O complexo fabril da Acrimet fica em São Bernardo do Campo/ SP, região mais afetada pela alta dos preços. As indústrias do Sudeste do país passaram a pagar R$ 79 por megawatt-hora (MWh) com a nova regulamentação de preços, o que leva os complexos fabris locais a pensarem em soluções para não extrapolarem os custos previstos ou sentirem o baque de uma redução na produtividade.


“Todos os postos de trabalho – fabris e administrativos – foram iluminados com lâmpadas que proporcionam a melhor luminosidade com o menor gasto de energia possível. Além disso, os funcionários sempre são orientados a economizar energia e lidamos com equipamentos modernos, que permitem maior produtividade com o menor consumo possível de energia.”, explica Natália.


Outra fabricante de produtos de papelaria e escritório tomou medidas preventivas antes que as novas tarifas estourassem sobre as costas do setor produtivo brasileiro. A DAC, com sede em Guarulhos/SP, também aposta na otimização dos processos para reduzir os custos sem perder eficiência.


“Um dos projetos mais complexos foi a transformação de estrutura para receber iluminação natural. Além disso, ativamos o desligamento automático da tela de todos os computadores da empresa após cinco minutos inativos e investimos na conscientização dos colaboradores”, delineia Nathália Ibelli, analista de marketing da empresa.


Após a produção industrial ter registrado queda de 3,2% em 2014, no pior resultado desde 2009, o setor toma iniciativas para não repetir o mau resultado do ano passado (a DAC foi exceção, conforme matéria ‘Exemplo para o setor’ publicada na edição 209). Com o inevitável aumento nas tarifas, medidas de adequação ao novo cenário servem como uma boia, a evitar o naufrágio pelo segundo ano consecutivo.

 

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