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29/04/2015

   

Mais ataques e menos perdas on-line

Tentativas de fraude em lojas virtuais crescem em 2015, mas perdas caem

Se por um lado o comércio eletrônico cresce rapidamente no Brasil, na casa dos dois dígitos há mais de uma década, os golpes online com cartão de crédito não deixam de ameaçar empreendedores virtuais. No primeiro trimestre de 2015, as tentativas de fraude atingiram 3,91% de todas as transações analisadas pela FControl, empresa do PayU Group especialista em sistemas de segurança para e-commerce, ante 3,27% no mesmo período do ano passado.


“Em geral, as fraudes não são feitas por um único indivíduo, mas por quadrilhas especializadas. Mesmo que tenham atividades em outras regiões, elas atuam intensamente nesses Estados, sobretudo por conta do turismo, isto é, com a exposição dos cartões de pessoas com viagens marcadas para esses locais”, pontua Marcos Marins, Country Manager Brasil do Bcash e PayU Latam.


Em contrapartida, a análise também revela a diminuição do sucesso dos fraudadores, pelo fato de as lojas virtuais estarem cada vez mais preparadas com ferramentas antifraude. Nos três primeiros meses do ano, a perda efetiva com os ataques caiu pela metade, atingindo 0,15% de todo o volume financeiro transacionado, contra 0,30% no primeiro trimestre de 2014.


Já no topo dos segmentos de produtos mais visados pelos fraudadores estão games (13,92%), telefonia (11,08%), informática (10,87%), eletrônicos (9,79%) e Automotivos (7,43%). É importante ressaltar que estes percentuais são de exposição, ou seja, referem-se apenas às tentativas de fraudes.


“Não significa dizer que as empresas destes segmentos tenham estes percentuais de perdas, já que a grande maioria dos golpes são identificados e barrados”, completa Marins.


Segundo a análise da FControl, os estados do Tocantins, Ceará, Bahia, Paraíba e Alagoas foram, nessa ordem, as praças mais expostas nos golpes com cartão de crédito no e-commerce. Os prejuízos financeiros com as fraudes no comércio eletrônico atingem, principalmente, micro e pequenas empresas de e-commerce, sendo um dos principais motivos que resultam no encerramento de suas atividades.

 

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