Revista da Papelaria

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10/12/2015

   

Liberdade não tem preço

Apaixonada pelo dinamismo da profissão, Francisca se destaca como uma experiente representante potiguar

Inicialmente promotora de vendas no setor alimentício, Francisca Ângelo vislumbrou na atuação como preposta, em um escritório da Carbex, o dinamismo profissional que procurava. Após dois anos integrando-se ao setor de papelaria, decidiu iniciar a própria empresa, Perfil Comércio e Representações, e já comemora duas décadas de atuação no Rio Grande do Norte.


Nessa mudança de setor, Francisca conta que o que mais a atraía era a liberdade em atuar fora do escritório. O deslocamento por cidades do estado era feito, inicialmente, sem carro, devido a uma necessidade surgida no início da profissão.


“A Carbex exigia que seus representantes tivessem um computador, ligando-os à indústria. Só que, nessa época, o computador era quase o preço de um carro. Tive de optar por um PC, pois com ele eu conseguiria aumentar minhas vendas. Acabou que a empresa lançou um concurso e eu ganhei um carro”, recorda.


Além do novo desafio de enfrentar grandes distâncias sozinha, Francisca lembra que, no início, ela era a única mulher atuando como representante. Foi necessário também superar um tabu das indústrias, que optavam por homens na profissão. “No Nordeste, não é fácil mulher exercer essa profissão. As empresas mudaram o perfil, e a própria mulher também está deixando de achar que precisa de permissão para viajar”, diz.


Após duas décadas na estrada, Francisca avalia que a mudança no setor foi grande, a começar pela região. O Nordeste passou a ser observado com mais atenção pelas empresas, o que valorizou seu mercado de atuação. “Hoje, nos olham como a ‘galinha dos ovos de ouro’”, diz ela. 


Francisca avalia que, atualmente, não é possível sobreviver apenas com os tradicionais segmentos office e escolar. Ela destaca o crescimento do mercado de informática, que tinha pouco crédito em seu surgimento e muito menos rentabilidade que itens de escritório. “O consumo desses itens que eram destaque há vinte anos, hoje, é muito baixo. O hábito do consumidor fez com que a papelaria mudasse. Você vê louça, brinquedos e vários outros segmentos dentro de uma loja. Não dá para sobreviver só de papel”, finaliza.


Perfil Comércio e Representações


Área de atuação: Rio Grande do Norte | Tempo de estrada: 20 anos | Empresas que representa: Ciabrink, Goller, Gedex e Plascony

 

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