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10/12/2015

   

Da semente ao Ecolápis

25 anos é o tempo que leva a produção de ferramenta de escrita sustentável

Entre todos os instrumentos de escrita, o lápis é, sem dúvida, o mais universal, versátil e econômico, produzido aos milhões todos os anos, mesmo na era da internet. É com ele que crianças de todo o mundo aprendem a escrever. A maior fabricante de lápis de madeira plantada, Faber-Castell, mundialmente reconhecida pela qualidade dos produtos, produz, anualmente, somente no Brasil, cerca de 1,9 bilhão deles. O que a maioria das pessoas não sabe é que o ciclo do EcoLápis dura cerca de 25 anos. A madeira que a empresa utiliza hoje são de florestas do final da década de 1980. De acordo com o plano de produção sustentável, Faber-Castell tem plantada área florestal para produção de lápis nos próximos 15 a 20 anos. 


São muitas as etapas para esse processo de décadas. Confira o passo a passo da semente ao Ecolápis.


 As sementes de Pinus caribaea são plantadas em um viveiro onde são adubadas, regadas e tratadas. Depois de 10 a 15 dias, germinam e continuam sendo cuidadas. 


 Cinco meses depois, com mais ou menos 25 cm de altura, as mudas são plantadas nos dez parques florestais da Faber-Castell em Minas Gerais. Ao total, são 6,5 mil hectares de área plantada. 


 Durante o crescimento, as árvores retiram da atmosfera o gás carbônico, um dos principais causadores da poluição atmosférica e do aquecimento global, e devolvem oxigênio.


 A partir de, aproximadamente, três anos, os galhos mais baixos das árvores são podados para evitar formação de nós. Os galhos são deixados no solo, fertilizando a terra. 


 Antes do corte final da floresta, após cerca de 20 anos da plantação, realiza-se os desbastes – colheitas parciais, nas quais as árvores de menor diâmetro e pior qualidade são retiradas, deixando mais espaço para que as outras cresçam. No corte final, são deixados folhas, ramos e raízes, de modo a evitar a exposição do solo e garantir nutrientes para a próxima geração de árvores. 


 Começa, então, o processo de industrialização da madeira. As toras com mais de 14 cm de diâmetro são levadas da área florestal para a fábrica da Faber-Castell. 


 As toras mais finas são vendidas para produção de energia.


 Na indústria, prepara-se a madeira para se tornar EcoLápis.


 A madeira é cortada em pequenas tábuas e recebe tratamento especial de secagem e impregnação, ficando ainda mais macia, facilitando o apontamento dos EcoLápis. 


 Depois do tratamento, as tabuinhas prontas ficam armazenadas e descansam durante 60 dias.


 Agora, o EcoLápis começa a tomar forma. Uma máquina abre canaletas nos pedaços de madeira, onde são coladas as minas de grafite ou de cor. 


 Depois, cola-se outra tabuinha com canaletas por cima, formando um “sanduíche”, que é prensado, atestando a qualidade do EcoLápis. As minas e a madeira tornam-se uma única peça, garantindo que não quebre por inteiro quando cair no chão. 


 O “sanduíche” é processado no formato dos EcoLápis. Eles são pintados, envernizados, apontados e carimbados com a marca Faber-Castell. Depois de embalados, os EcoLápis estão prontos para serem comercializados.


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