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28/11/2015

   

Previsão impossível

Em uma situação em que o dia de amanhã no Brasil é um mistério, alcançar a média de vendas é sinônimo de lucro no volta às aulas 2016

Entre tantos momentos marcantes vivenciados pelas papelarias ao longo dos anos, um inédito entra em cena. É consenso no mercado que nunca se encarou um volta às aulas como este, com o Brasil inserido em uma crise econômica, política e institucional sem precedentes. O que era para ser o período de vendas garantidas, uma palavra dita as expectativas para o VA 2016: incerteza.


“Sempre fui extremamente positivo, mas não sabemos como a moeda vai se comportar. Não temos segurança para trabalhar, os juros estão altos, os prazos de compra diminuíram drasticamente, assim como os prazos de pagamento. O momento é delicado. Em 28 anos de atuação no setor, nunca vi chegar um volta às aulas assim, com a sensação de que não sabemos o que vai acontecer”, salienta o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Material de Escritório, Papelaria e Livraria do Distrito Federal (Sindipel), José Aparecido Freire.


Se fazer apostas já era arriscado, é possível afirmar que, com a atual conjuntura, o risco será ainda maior. Afinal, o consumidor não está propenso a fazer gastos que não sejam essenciais. Estudo produzido pela empresa de pesquisa customizada TNS e a Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi) traçou panorama sobre o sentimento dos brasileiros em relação ao momento econômico vivido. O resultado é pouco animador: 84% da população deve mudar o padrão de consumo para sentir impacto menor dos efeitos da crise no país.


Fato é que o material escolar faz parte do grupo de itens do qual o consumidor não pode abrir mão. Então, como fazer aposta assertiva em um cenário como este? De acordo com o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Material de Escritório e Papelaria de São Paulo (Simpa-SP), Antonio Nogueira, as papelarias estão trabalhando com produtos-chave para fugir do risco. “As lojas estão comprando de acordo com a realidade deste ano e do ano passado, e nada de exagero”, salienta. “É difícil prever alguma situação. O esforço é se manter vivo”, acrescenta o presidente da Brasil Escolar, Sidney Fusco.


Agora, mais do que nunca, é preciso ter bom relacionamento com o fornecedor e procurar obter a melhor resposta comercial, de acordo com Sidney. “Preço é resultado do trabalho, e não o início da conversa”, indica o representante da Brasil Escolar. Com oferta de preço justo e materiais de qualidade, a equipe de vendas deve estar preparada para, principalmente, ouvir o consumidor, de acordo com Antonio Nogueira. “Temos que ser comprometidos com os clientes. Eles precisam ganhar, e nós também”, afirma o presidente do Simpa-SP.


“Vai ser um começo de ano difícil, mas acredito que, pela tenacidade e disposição em superar obstáculos, vamos vencer. Temos dedicação, honestidade e respeito ao cliente. Esse tripé nos anima. Vamos superar isso”, ressalta Nogueira. “O mercado de papelaria vai, no mínimo, se manter. O único jeito é trabalhar, e isso o mercado de papelaria faz muito bem”, corrobora Sidney.


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