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14/02/2016

   

Comportamento do e-consumer

De acordo com a 32ª edição do relatório WebShoppers, produzido pela E-bit/Buscapé, o varejo on-line demonstrou desempenho satisfatório durante o primeiro semestre de 2015, atingindo faturamento de R$ 18,6 bilhões, crescimento nominal de 16% em relação ao mesmo período do ano passado. Ao todo, foram registrados 49,4 milhões de pedidos, um crescimento de 2,5%. 


A explicação para não ter sofrido tanto os efeitos da crise como o varejo físico está no impulso que um período de dinheiro mais curto e de inflação em alta pode trazer para o e-commerce, segundo Romero Rodrigues, fundador e principal executivo do Buscapé Company. “Além de ter mais cuidado e poder pesquisar bastante on-line antes de fechar negócio, o consumidor encontra na web melhores ofertas, cupons de desconto, promoções, facilidades de pagamento e acesso a produtos que não estão à venda nas lojas da vizinhança”, explica. 


O gestor chama atenção, em especial, para o contínuo avanço do mobile commerce. A metade dos usuários que possuem smartphones ou tablets disse ter feito ao menos uma compra com esses equipamentos nos primeiros seis meses de 2015. Além disso, cerca de 37% dos acessos aos maiores sites de e-commerce são originados de dispositivos móveis; 38% dos entrevistados declararam que os utilizaram para comparar preços enquanto estavam dentro de uma loja; e 72% disseram utilizar o celular várias vezes ao dia para navegar na internet, contra 64% dos que usam computador ou notebook. Outro indicativo: a categoria telefonia/celulares ocupa a terceira posição entre aquelas com maior volume de pedidos no e-commerce e teve aumento de 54% nas vendas no primeiro semestre do ano passado.


A pesquisa revelou outros dados sobre o comportamento dos consumidores ao utilizar o celular enquanto estão visitando lojas físicas: 40% usam para tirar fotos de produtos; 44% para comparar; 34% para buscar informações sobre produtos; 21% para usar ferramentas de geolocalização; 16% para procurar informações sobre lojas; 9% para comprar; e 8% para efetuar pagamentos.


“Quem tiver perseverança e senso de oportunidade poderá encontrar no e-commerce um caminho para atravessar a tempestade. Mas não se esqueça de incluir o mobile entre os equipamentos indispensáveis para uma jornada de sucesso. Com o celular no bolso o tempo todo, o consumidor vai encontrar somente suas lojas preferidas que tiverem sites responsivos e estiverem prontas para atender a seus pedidos. Já as que ignorarem o Homo mobilis poderão navegar sem bússola e naufragar antes mesmo de zarpar”, finaliza o fundador do Buscapé. 

 

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