Revista da Papelaria

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02/05/2016

   

Valor da persistência

Com três décadas de atuação, Batista ressalta a necessidade de se empenhar na profissão 

Há 30 anos, João Batista Reis vislumbrou grande oportunidade como representante no setor de papelaria. Antes focado na área alimentícia, ele percebeu que o desafio seria mais recompensador ao trocar de ramo e não ficar restrito a apenas uma empresa.


No início, contou positivamente com o conhecimento que possuía da área de atuação no Vale do Aço, em Minas Gerais; mas tanto o produto quanto ele eram desconhecidos dos papeleiros da região. Foi preciso muito empenho para ultrapassar esse primeiro momento.


“Comecei com uma oportunidade na Caderbras já como representante. O início foi muito difícil. A fábrica ainda não era conhecida e, na época, havia resistência às marcas menores, pois os papeleiros tinham medo de comprar e não receber. Além disso, era época do Plano Cruzado. Fiquei cerca de três anos com muita dificuldade”, relembra Batista.


O começo cheio de percalços serviu de aprendizagem e, hoje, ele afirma que a perseverança é um dos principais atributos de um representante. Batista conta que chegou a receber propostas de outras empresas, mas estava convicto de sua escolha. “Representante precisa criar uma estrutura para aguentar o início da profissão, já que a despesa é toda dele. Além disso, os pagamentos vêm a longo prazo, e o pico de vendas é sazonal. É preciso se planejar”, indica.


Para Batista, a guinada na profissão veio após uma grande venda em Belo Horizonte, que, além do respaldo financeiro, ajudou a divulgar o produto e espalhá-lo em diferentes pontos de venda. Após esse momento, que o representante lembra com muito carinho, o negócio deslanchou, culminando, atualmente, em um escritório com outros três prepostos.


Em três décadas de carreira, o representante aponta para a exigência do cliente, que cresceu e impactou o perfil dos produtos. “Vendíamos muito brochurão e cadernos flexíveis, que foram substituídos pelos de capa dura”, conta. Outro aspecto que Batista ressalta é a necessidade de manter os produtos diferenciados, principalmente pela atuação de novos pontos de vendas que incorporaram o mix da papelaria.


“Uma dificuldade da papelaria hoje, por exemplo, é que o supermercado está entrando muito com material escolar, com uma marcação mais baixa. A papelaria tem de vender esse mesmo produto com um markup maior, já que concentra muito em um ano. É preciso diversificar para equilibrar, e não concentrar tudo em volta às aulas”, revela um dos ingredientes da receita de sucesso.

 

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