Revista da Papelaria

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13/10/2016

   

Plena realização

"A parceria franca e irrestrita entre as empresas só traz benefícios"

A busca pelo êxito profissional, financeiro e, sobretudo, pessoal sempre é marcada por uma série de obstáculos. No final das contas, todos nós vivemos em função de algo maior: a realização. E não basta apenas o sucesso, parcial, nos negócios ou profissional, é preciso ainda que exista felicidade no campo familiar.


Atingir essas metas não se mostra algo simples, pois exige muita entrega, foco e, principalmente, união com pessoas que comunguem com os mesmos valores e interesses. Considero esse último ponto um dos mais difíceis de ser superado. Quem me conhece sabe que sou um inveterado otimista. Acredito piamente ser possível se irmanar por objetivos comuns que fomentem o desenvolvimento das pessoas e do país. Apesar dessa confiança, como se diz, não tapo o Sol com a peneira, tenho consciência das dificuldades e da necessidade de se seguir um roteiro mínimo.


No caso dos varejistas, independentemente do setor de atuação, o primeiro passo é ter uma visão mais aberta e desarmada. Muitos empresários ainda se mostram reticentes, desconfiados e não conseguem ver que outras empresas, mais do que concorrentes, sofrem com os mesmos problemas e buscam as mesmas soluções.


Fica claro, pelo menos na minha concepção, que há muito mais lógica na união de esforços para o bem comum. E que cada um procure, ao trabalhar o mercado, se diferenciar no atendimento, preços, serviços ou em outros atributos.


O atual momento político e econômico do Brasil exige que todos se unam. Não existe outra opção. A parceria franca e irrestrita entre as empresas só traz benefícios. Um bom exemplo é o varejo de papelarias: muitos comerciantes já trocam experiências negativas e positivas, que servem para balizar suas estratégicas de atuação e de seus pares, seja na relação com fornecedores, compras ou outro conhecimento, que somente quem enfrenta o balcão todos os dias é capaz de absorver e repassar.


Muitos empresários precisam refletir e admitir que muitos problemas não são passíveis de solução de forma isolada. Para dar a real dimensão do problema, devo citar que até mesmo os fornecedores do segmento, com raras exceções, não conseguem acreditar no êxito do varejo de papelaria e, por extensão, deles próprios. Precisamos juntos reverter tal quadro e mostrar nossa capacidade e força de trabalho. Devemos, com urgência, mudar nosso comportamento e ações, participar de grupos de compra, associações, sindicatos e exposições, ser mais proativos e menos reativos, e, sobretudo, confiar! Temos muito ainda a realizar, não tenham dúvidas disso.


Antônio Martins Nogueira, presidente do Simpa-SP (Sindicato do Comércio Varejista de Material de Escritório e de Papelaria de São Paulo) e diretor da Fecomércio-SP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo)


 


 

 

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