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14/03/2017

   

Volta às aulas 2017 traz alívio para papelarias

Com muito trabalho e análise de posicionamento, o setor se adapta ao consumidor moderado e se enche de expectativa para o futuro

Na esperança de melhora das vendas, o volta às aulas 2017 foi um período muito aguardado pelo setor papeleiro. E, apesar da crise que ainda atinge o consumo, a temporada escolar terminou com um balanço melhor do que o do ano passado tanto para o varejo como para a indústria.


A estratégia do consumidor foi pesquisar os preços e optar por produtos mais em conta. Segundo Ricardo Baena, gerente nacional de vendas da Foroni, a grande diferença deste volta às aulas foi um mix com maior número de marcas intermediárias. “O consumidor está cada vez mais preocupado em otimizar, fazer mais com menos. É diferente de deixar de comprar, e sim comprar pensando em uma economia futura”, afirma.


Com esse novo perfil de demanda, influenciado principalmente pelas incertezas na economia que tiraram o estímulo de consumir além do que se precisa, as papelarias tiveram de se adaptar. Para a Papelaria e Livraria Pratika, de Samambaia Norte/DF, que mostramos no "Plantão volta às aulas", série de matérias exclusivas para o site da Revista da Papelaria; a melhora nas vendas deste volta às aulas na loja física chegou a 50%, mas houve uma mudança de posicionamento com maior presença digital. Além disso, houve a promoção de um outlet de mochilas que sobraram de 2015 e 2014. 


Já para a Papelaria Capital, de Porto Velho/RO, que também conversamos no "Plantão volta às aulas", as vendas da temporada escolar 2017 aumentaram cerca de 30%, com um auxílio extra de entrega a domícilio e publicidade na internet. A papelaria ofereceu para os clientes 15% de desconto no pagamento à vista. A rede Kalunga abriu a opção de parcelamento em até 12 vezes sem juros nas compras acima de R$ 150 no cartão de crédito e apostou na linha própria de produtos licenciados produzida pela Spiral.


Para a fabricante de cadernos Jandaia, apesar da economia na compra dos produtos por parte do público nesta temporada escolar, as marcas licenciadas não foram deixadas de lado. “Os cadernos de marca própria, que possuem preços mais baixos, sofreram aumento substancial das vendas, mas os licenciados mantiveram praticamente o mesmo volume de 2016, o que foi muito bom. Frozen permanece a número um de vendas. Star Wars também vendeu bem e deve crescer nos próximos anos. As licenças da Warner seguem fazendo sucesso. Este ano, a licença Esquadrão Suicida surpreendeu, e estamos apostando em Harry Potter e a Liga da Justiça”, atesta Thiago Dias, do departamento de marketing da Jandaia.


Em síntese, o volta às aulas 2017 trouxe um alívio – mesmo que modesto – para as papelarias. As vendas, se não tiveram sua meta alcançada, apresentaram um crescimento, e os estoques foram reduzidos. Com muito trabalho, esforço e análise de posicionamento, o setor papeleiro tem conseguido se adaptar ao consumidor moderado e superar a crise iniciada em 2015. O cenário traz esperança e, conforme o empresário aumenta sua confiança no negócio, o consumidor também se sente confiante, gerando uma bola de neve virtuosa.

 

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