Revista da Papelaria

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18/05/2017

   

Tradição na papelaria

Com itens tecnológicos cada vez mais em destaque na Abrin, seria o momento de as papelarias encontrarem seu lugar no setor de brinquedos?

Dez anos de crescimento consecutivo parece até brincadeira, mas é a realidade da indústria de brinquedos. Os números foram comprovados durante a 34ª Abrin – Feira Internacional de Brinquedos, que aconteceu entre os dias de 21 e 24 de março, em São Paulo/SP, com realização e organização da Abrinq (Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos) e Francal Feiras.


Há 20 anos, a participação brasileira no mercado era de 30% e a dos chineses, 70%. Hoje são 57% de participação, e a meta é chegar em 2021 no patamar de 70%, segundo Synésio Batista da Costa, presidente da Abrinq. Esses dados resultam de constante pesquisa para conhecer desejos dos pequenos e apresentar novidades que não vão somente cair no gosto das crianças, mas também caber no orçamento das famílias.


Desta vez, foram mais de 1.200 lançamentos, recorde de compradores e visitantes – crescimento de 15,3% com relação ao ano anterior – e geração de negócios acima da média de outras edições, de acordo Synésio Batista. “Enfim, um tremendo sucesso”, exaltou. A feira, que tradicionalmente era realizada em abril, abriu as portas no mês de março de 2017. São 34 anos de existência e a consolidação como a 4ª maior feira de brinquedos do mundo, atrás somente de Hong Kong, Nuremberg e Nova York.


“Com certeza, a feira foi uma das melhores dos últimos anos. Voltamos com boas expectativas para o ano de 2017. O mercado parece estar reagindo. Nosso estande estava muito movimentado”, afirma Tamara Campos, gerente de marketing da Xalingo, empresa que comemora 70 anos de existência com muitos lançamentos.


Há muitas oportunidades para as papelarias, que compareceram em peso ao evento – foram registrados 1.700 participantes do setor. Segundo o diretor de operações da Xalingo, João Carlos Ebert, os produtos mais baratos são a principal aposta da companhia em 2017, conforme ocorreu no ano passado. O ticket médio será menor e a empresa direciona investimentos em produção para brinquedos numa faixa de preço entre R$ 39 e R$ 69 nos pontos de venda.


Quem também tem muito a celebrar em 2017 é a Estrela. “A Abrin é um marco para o setor com a apresentação das coleções, tendências, trocas de experiência e a mais influente rede de relacionamentos do mercado. Não poderíamos ter ambiente mais acolhedor para comemorarmos os 80 anos da Estrela. Otimismo é a palavra de ordem”, ressalta o diretor de marketing, Aires Fernandes, que vê o fortalecimento da marca em jogos, além de contar com a expansão nas linhas de massa de modelar e bonecas – boa notícia para as papelarias.


O que você, papeleiro, acha de deixar os itens tecnológicos para as lojas especializadas em brinquedos e manter na papelaria aquela nostalgia, com brinquedos educativos, criativos e que não abrem mão da tradição de outras épocas, da intera- ção real, e não virtual? Essa não seria uma boa forma de a papelaria se diferenciar nesse setor? Dê sua opinião por meio de nossas redes sociais!

 

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