Revista da Papelaria

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25/05/2017

   

Correção além do básico

Essenciais no material escolar e de escritório, os corretivos tornam-se mais práticos e eficientes, gerando mais vendas

Inventado em 1951, ainda na época da máquina de escrever manual, os corretivos percorreram uma longa história e passaram por diversas inovações. Atualmente, é um item indispensável para os consumidores e garantia de venda para as papelarias. Segundo relatos, foi a secretária norte-americana Bette Nesmith Graham que criou o produto. Insatisfeita com a correção com o lápis borracha, que borrava a folha e a fazia datilografar do início, Bette observou pintores que reformavam seu escritório e teve a ideia de produzir uma tinta branca à base de água que pudesse ser usada para corrigir seus trabalhos sem rasuras ou sujeira.


A Bic começou a comercializar corretivos em 1995 e hoje domina mundialmente as vendas do produto. A empresa possui oito tipos de corretivo em seu portfólio e o campeão de vendas é o clássico corretivo líquido de pincel, Bic Ecolutions, que é sem odor e tem fórmula à base de água, sem prejudicar o meio ambiente. Logo depois vem a caneta corretiva Bic Shake’n Squeeze, com fórmula à base de solvente, e segundo a marca, contém 12% mais corretivo que a média do mercado.


A fabricante de cadernos Tilibra entrou para o ramo de corretivos há cerca de cinco anos e, para atrair o público, utiliza de marcas e personagens adereçando os corretivos, como Ben 10, Romero Britto e Os Simpsons, um diferencial no mercado. “Os produtos licenciados são uma realidade na empresa há vários anos, pois agregam ao portfólio e promovem as marcas. O lançamento dos grandes personagens e nomes do cinema, TV, dos quadrinhos e dos games, nas linhas de escrita, escritório e mochilas só veio a agregar”, assinala o analista de produtos da Tilibra, Douglas Takahashi.


A Mercur, mais conservadora no mercado de corretivos, apresentou seus novos modelos de caneta corretiva com ponta metálica e a fita corretiva em 2016. Há duas opções de fita da marca: com 12 m por 4,2 mmde largura e com 6 m por 5 mm, mais leve e recarregável. “O uso do refil aumenta o tempo de utilização da fita corretiva, que não precisa ser jogada fora quando acabar. Dessa forma, é evitado o descarte desnecessário, reduzindo os impactos ambientais”, afirma Breno Strussmann, diretor-geral da Mercur.


Segundo Strussmann, os novos modelos de corretivo têm conquistado os consumidores. “O que notamos é que tem se tornado cada vez mais comum as pessoas optarem pela praticidade no uso dos produtos, por isso a fita corretiva vem ganhando espaço na preferência das pessoas, principalmente por dispensar a espera pelo tempo de secagem”, constata.


Como dica para os varejistas do setor papeleiro, o analista de produtos da Tilibra, Douglas Takahashi, indica prezar pela variedade. “Ofertar diferentes modelos de corretivo e diferentes linhas é sempre mais atrativo para o proprietário da papelaria alcançar e agradar a um número maior de consumidores. É diversificar para agradar, disponibilizando no ponto de venda todos os itens de uma mesma linha, como a Jolie, sucesso entre as meninas. Apenas pela Tilibra os consumidores encontram corretivos, cadernos, apontadores, borrachas, lapiseira etc.”, evidencia.


Do que são feitos os corretivos líquidos? As fórmulas são variadas conforme a empresa fabricante, com a utilização de solvente, como etanol, para a secagem mais rápida, ou apenas de água, o que diferencia se o produto é inflamável ou não. Nessa mistura, é utilizado, ainda, óxido de titânio (responsável pela cor branca na maioria das tintas), polímero (para dar consistência) e dispersantes (para manter uniforme).

 

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