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27/06/2017

   

Ensino melhor, corrupção menor!

Rubens Passos, presidente da Abfiae, mostra a relação entre as escolas e a corrupção enraizada

Em meio às frequentes denúncias de fraudes e propinas no país, investigadas no âmbito de operações da Polícia Federal e atuação do Ministério Público e da Justiça Federal, é preciso enfatizar a importância da educação. Quanto mais preparado, culto e bem formado é um povo na área do ensino, maior será sua consciência cívica e mais sólidos serão seus valores éticos e morais. Corrupção há em todo o mundo, mas não é sem motivo que o problema é mais grave e frequente nas nações nas quais a escolaridade é precária.


Assim, não é sem razão que temos defendido com ênfase a melhoria do ensino público no Brasil, entendendo que sua qualidade, ao ser equiparada à das escolas particulares, responderia à prioridade da democratização de oportunidades, formação de recursos humanos qualificados, melhoria da competitividade da economia e ascensão do patamar de renda.


Não há como dissociar a péssima qualidade de nosso ensino de episódios como os relacionados à Lava-Jato, Carne Fraca, Mensalão, massacre de presos por facções em presídios, violência e criminalidade nas ruas, improbidade a varejo no setor público e outros problemas que maculam nossa imagem no exterior. Faltam civismo, patriotismo e valores éticos e morais.


Extinguir a cultura da corrupção exige profunda mudança cultural, e ensino de excelência melhora, sim, os padrões de comportamento da sociedade. Pessoas desonestas existirão sempre, em todo o mundo e classe de renda. Porém, não podemos continuar convivendo com uma postura de improbidade epidêmica no Brasil.


Não basta defendermos transparência, investigações rigorosas e punições legais exemplares. As soluções não estão apenas na descoberta dos crimes e condenação dos responsáveis. Precisamos de mudanças profundas de comportamento. Essa é uma revolução histórica que começa nas salas de aulas. É por isso que os alunos das escolas públicas precisam de conteúdos de excelência, professores motivados e valorizados, livros e materiais escolares de qualidade.


É esse avanço que temos defendido de modo incansável, não apenas como fabricantes de materiais escolares, mas sobretudo como cidadãos!


Rubens Passos, presidente da Associação Brasileira dos Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares e de Escritório (Abfiae)

 

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