Revista da Papelaria

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27/09/2017

   

Centenária!

Papelaria MEC constrói trajetória vencedora em Juiz de Fora

No final do século XIX, chegava a Juiz de Fora, em Minas Gerais, Francisco Baptista de Oliveira. Empresário visionário envolvido em várias atividades ao mesmo tempo, ele fundou a Academia de Comércio, idealizou o monumento ao Cristo no Morro do Imperador e trabalhou com afinco pela construção da primeira usina hidrelétrica da América do Sul. No entanto, sua principal ocupação era o comércio. Em 1882, há 135 anos, Baptista de Oliveira inaugurou a Casa da Barateza, na antiga Rua Direita, hoje denominada Avenida Rio Branco, uma das principais do centro da cidade.


A loja, que funcionava em um prédio de apenas um pavimento, era especializada na venda de tecidos finos, rendas, perfumaria, calçados, luvas, chapéus, bengalas, guarda-chuvas, artigos de armarinho, entre outros. A variedade de produtos era tão grande, e os preços tão acessíveis, que, em pouco tempo, o estabelecimento se tornou um dos mais famosos da região.


Francisco Baptista de Oliveira faleceu em 1902, aos 45 anos de idade. Seu sucessor foi seu primo, Alfredo Ribeiro de Oliveira, pertencente a uma família de comerciantes, o que o qualificou para ser convidado por Baptista a prosseguir com o empreendimento. Chegou muito jovem a Juiz de Fora e logo assumiu a função de principal administrador da Casa da Barateza. Com muita dedicação, perpetuou a loja como um dos estabelecimentos comerciais mais conhecidos da cidade.


Em 1939, Cleveland Duarte Braga, genro de Alfredo Ribeiro de Oliveira, tornou-se o novo proprietário da Casa da Barateza. Nos anos de 1960, o Ministério da Educação (MEC) realizou a Campanha Nacional de Material Escolar, na qual os materiais escolares eram vendidos a preços mais baixos. O MEC tinha interesse em montar um posto de distribuição em Juiz de Fora e Cleveland Braga se propôs a ser o representante. Dessa forma, a Barateza se dividiu entre a venda de roupas e, em um pequeno balcão, de materiais escolares. Eram poucos os itens: cadernos, lápis, réguas, borrachas e alguns livros e dicionários.


No início da década de 1970, a seção de vestuário da Barateza foi reduzida e os materiais escolares ganharam maior espaço. Novos e variados produtos foram oferecidos, e os clientes passaram a identificar aquele setor do estabelecimento como MEC. Em 1974 a loja do Edifício Brumado mudou de endereço para a Rua Santa Rita, já com o nome de Papelaria MEC.


Após sete anos, Alfredo Ribeiro Braga, filho de Cleveland Braga, tornou-se o proprietário da empresa já consolidada no ramo de papelaria. Com o entusiasmo e a mentalidade dinâmica da nova direção, a firma Ribeiro de Oliveira & Cia iniciou uma nova e progressista fase de modernização. A loja, pouco a pouco, aumentou a variedade de produtos, mas sem perder o conceito de bom preço e bom atendimento que sempre dedicou aos clientes. “São 130 anos de lutas e muitas conquistas, que fazem com que a Papelaria MEC seja sinônimo de pioneirismo, tradição e bons serviços em Juiz de Fora”, conta Daniel Ângelo Braga, sócio-administrador.


A partir de 1996, a empresa ganhou novo ânimo na ocasião em que passaram a pertencer à sociedade dos filhos de Alfredo Ribeiro Braga: Leandro Ângelo Braga e Daniel Ângelo Braga, que, junto ao pai, deram novo impulso à empresa centenária. Há 10 anos, nas comemorações dos 120 anos da empresa, a direção festejou o acontecimento com a abertura de uma filial na Avenida Getúlio Vargas, ampliando e implementando aos negócios as inovadoras ideias de comercialização trazidas pelos novos sócios.


Atualmente, a papelaria oferece cerca de dois mil itens, incluindo material escolar, artigos para escritó- rio, desenho artístico e pintura. “Em dezembro de 2016, sentimos um aumento na procura de itens das listas de materiais escolares, como mochilas, merendeiras e fichários, principalmente por parte daquelas pessoas que querem antecipar as compras. Elas costumam aproveitar o Natal para presentear com artigos escolares que serão úteis no ano seguinte”, finaliza Daniel.

 

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