Revista da Papelaria

Início » Notícias / Tecnologia » Como vender mais calculadoras na sua papelaria

22/12/2017

   

Como vender mais calculadoras na sua papelaria

Produto não foi absorvido por smartphones e tem muito potencial no varejo

Há 40 anos atuando no mercado de calculadoras, Reinaldo Marchesano, gerente comercial da HD, distribuidora oficial da Casio e de outros itens de material de escritório e presentes, acredita que conhece mais de calculadoras do que a própria mão.


O gerente da HD explica que as calculadoras têm uma margem de lucro bruto de 80 a 100% e, por isso, são um pedido essencial nas papelarias. “É um produto que está na contramão do mercado. Tantos itens deixaram de ser fabricados, enquanto as calculadoras continuam vendendo muito bem. Os smartphones não as substituíram, as pessoas continuam tendo a necessidade de adquiri-las”, aponta.


Outra característica vantajosa das calculadoras é o período de venda. “Cadernos, por exemplo, vende-se muito no volta às aulas. Calculadora é vendida o ano todo, não tem um período exato, o lojista não pode deixar de ter. Principalmente de janeiro a março, as mais vendidas são as pequenas de bolso com raiz quadrada, e as científicas, estas também têm boa saída no segundo semestre”, explica Reinaldo Marchesano.


Para aumentar a venda do produto na sua papelaria, é importante ficar atento a alguns aspectos. O primeiro, pondera o gerente da HD, é identificar o target, o perfil de cliente que mais compra em sua loja: corporativo, aluno, comerciante, dona de casa etc. Também é essencial dar opções de calculadora para o consumidor poder escolher. Há basicamente três tipos: calculadoras de bolso e científicas, com foco nos alunos; as de mesa, de tamanho médio e grande, para escritório e casa; e as impressoras, ideal para comerciantes, mercados, restaurantes e postos de gasolina. As mais vendidas são as pequenas e médias, que variam de R$ 7 a R$ 28, aproximadamente (preço no varejo).


Com tantos detalhes, o gerente da HD ressalta a importância do conhecimento de calculadoras pelo papeleiro. “Vende bem quem conhece bem”. São informações que o representante do produto pode ajudar. Trinta minutos antes de a loja abrir, por exemplo, pode ser feita uma reunião com os balconistas explicando durabilidade, acessórios, como o rolete, garantia, entre outros. Além disso, é imprescindível que o papeleiro faça o teste com o cliente na hora da compra. As calculadoras genéricas têm cerca de 1% de defeito, é um número baixo, mas se o consumidor leva um item que não funciona, já fica uma imagem ruim da papelaria.


Sobre a exposição, Marchesano recomenda separar em blocos, um com foco em alunos, com uma opção mais barata e outra mais cara; outro bloco médio e grande, com opção de oito e doze dígitos e no mínimo quatro modelos; e outro bloco das calculadoras de bobina, com no mínimo três modelos.


Já na vitrine, ele sugere montar uma grade com quatro calculadoras pequenas ou de bolso, duas científicas, quatro médias de mesa, duas grandes de mesa e duas de bobina. Sobre os pedidos, ele avalia que devem ser feitos em até 60 dias, ideal a cada 45 dias. A última dica do gerente comercial da HD é se atentar à marca do produto. “As de boa qualidade, como Casio, têm mais valor agregado, podem custar o dobro do valor das genéricas, mas duram dez vezes mais. As mais baratas têm custo-benefício e são ideais para quem usa pouco”, finaliza.

 

< Anterior | Próxima >