Revista da Papelaria

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22/12/2017

   

Tempo de colher

Os esforços iniciados no começo do ano são, muitas vezes, fundamentais para garantir bom volta às aulas nas papelarias

Para se destacar em um universo composto por mais de 74 mil pontos de venda, sendo quase 45 mil somente de varejo de papelaria – de acordo com dados da última pesquisa sobre o panorama do mercado papeleiro, encomendada pela Francal Feiras e realizada pela Cognatis Inteligência Aplicada – é preciso se preparar para a época mais movimentada do ano, o tradicional volta às aulas.


Com a mudança do cenário econômico brasileiro dos últimos anos, a palavra “preparação” nunca foi levada tão a sério. A boa notícia é que os donos de papelaria começam a esboçar novo otimismo, com perspectivas positivas de venda e de comportamento menos comedido dos consumidores.


Tendo em vista que a atual situação ainda é de corte de gastos por parte do público, manter a competitividade para garantir os lucros é o grande desafio das papelarias. Segundo pesquisa feita pelo site Cupons Mágicos, em 2016, cerca de 36,2% dos brasileiros planejaram-se para fazer as compras de materiais escolares em lojas virtuais. Além da concorrência digital, as grandes redes de varejo e de supermercado também buscam sua fatia do bolo.


“Nosso foco sempre foi dar ênfase ao fato de sermos os especialistas quando o assunto é livro e material escolar. Fazemos campanha em outdoor, backbus, back taxi, rádio, redes sociais e ações com blogueiras focadas na parte de crianças e pedagogia”, comenta Paulo Freire, proprietário da Livraria MEC, empreendimento de sucesso, cuja história teve início em 1971 e, mesmo com os reflexos da crise, acaba de abrir mais duas lojas: além das cinco unidades em Jaboatão dos Guararapes/PE, conta, agora, com duas em Recife/PE.


Devido à abertura das filiais, a compra de estoque aumentou em 25%, segundo o empresário. “A expectativa é de aumento nas vendas. Não será um grande volta às aulas, mas, com certeza, melhor do que o do ano passado, que foi muito ruim na parte de mochila e estojos porque os clientes queriam economizar. Acredito que, desta vez, produtos de maior valor agregado terão melhor saída. A perspectiva de aumento é de 5%, sendo muito cauteloso. Se for de 10% será surpreendente”, opina Paulo Freire.

 

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