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Ampliação do mix no pós-Covid

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Marcas investem na produção de máscaras, protetores faciais e outros itens e ampliam seu mix de produtos

Antes restritas aos profissionais da saúde, em poucos meses as máscaras e protetores faciais se tornaram parte fundamental do dia a dia dos brasileiros (e de pessoas no mundo todo).

Essa nova demanda gerada pela necessidade de proteção contra o coronavírus foi absorvida por marcas que são velhas conhecidas do mercado papeleiro e passou a integrar o mix de produtos de papelarias de todo o país.

Especialista em produtos para organização, a Dello desenvolveu a linha DelloCare, que conta com diversos modelos de protetores faciais (face shield, produzidos integralmente com plástico polipropileno, que formam uma barreira física transparente responsável por impedir a saliva de ser arremessada ao falar, tossir ou espirrar.

“Sensibilizados com a situação global cau- sada pela Covid-19, criamos a marca DelloCare em parceria com os profissionais da saúde. Essa categoria, originalmente nascida da ideia de produção de protetores faciais para auxiliar no combate ao coronavírus, se tornou uma oportunidade, visto que a empresa tem capa- cidade para concretizar itens de proteção com qualidade”, conta Maria Carolina Rodrigues, assessora comercial da Dello.

Além dos equipamentos de proteção individual (EPI), a marca também conta com uma barreira de proteção que pode ser utilizada em refeitórios, restaurantes, bares e estações de trabalho.

Reconhecida pelos diversos produtos fabricados à base de plástico, a DAC é outra marca que investiu na produção de itens destinados à saúde e, além dos face shield, também está produzindo máscaras descartáveis e reutilizáveis, ambas fabricadas com tecido TNT.

Na Isoflex, a linha Covid também teve início com a ideia de produzir itens de proteção facial, porque a empresa já possuía os equipamentos necessários, mas a marca lançou mais de 12 produtos específicos para o combate ao coro- navírus, como: máscaras de proteção, adesivos de piso, barreiras de proteção, identificadores de piso e dispenser para máscaras de proteção.

“Foi uma união de ideias, o susto de pensar: ‘como poderíamos nos proteger contra a Covid? ’, a demanda crescente e a falta de EPIs que víamos na Europa e que sabíamos que também aconteceria aqui (a ideia começou em meados de março), a antecipação de saber que a economia iria parar e se não fizéssemos algo para nos reinventar teríamos dificuldades e também como poderíamos ajudar de alguma forma a região onde estamos sediados”, relembra Carolina Hartmann, sócia da Isoflex.

A venda desses produtos foi significativa e ajudou as empresas a manterem o faturamento mesmo em um cenário de pandemia. “Nos primeiros meses da pandemia, a venda desses itens teve um crescimento exponencial e de fato ajudou muito a manter o faturamento. Sem a venda deles, teríamos uma queda de 50% nele. No entanto, o faturamento ficou garantido em 80% das projeções realizadas no período pré-pandemia”, conta Carolina.

Com a retomada gradual das atividades, as empresas pretendem seguir observando quais as necessidades dos clientes e não descartam a criação de novos produtos.

Itens de proteção nas lojas

Em Campinas-SP, a Papelaria Arantes já trabalhava com álcool em gel e materiais de higiene e limpeza, mas investiu em máscaras e protetores faciais desde o início da pandemia.

“A procura tem sido boa, não exorbitante, mas têm vendido bem e nos ajudado nesse momento difícil. No início da pandemia, eu cheguei a vender mais de mil máscaras por mês”, conta Edson Arantes, proprietário da loja. Já acostumado com o armazenamento de produtos de limpeza, ele ressalta que são necessários apenas cuidados básicos para a comercialização de itens como álcool em gel. “Tem que manter em um lugar fresco, não pode ter calor, mas nada que demande cuidados especiais”, esclarece.

Além disso, expor os produtos de proteção contra o coronavírus na mesma prateleira ou em displays próximos pode ajudar o cliente a levar mais de um item no momento da compra. “Tornou-se uma venda de impulso. A maior procura é por máscaras, mas quando a pessoa chega na loja muitas vezes acaba levando o álcool também”, finaliza Edson.