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Consumo de papéis cresce durante a quarentena

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Consumo de produtos de organização, planejamento e entretenimento têm sido os mais buscados pelos consumidores. Duas marcas também aproveitaram o momento para lançar novas linhas

O isolamento social provocado pela pandemia do novo coronavírus não trouxe apenas o distanciamento de amigos, familiares e colegas de trabalho. O momento também proporcionou muitas reflexões em diferentes áreas. Trabalhar em home office, antes visto como impossível por  muitos donos de empresas, foi repensado. Casamentos, festas e eventos tiveram que ser adiados. E momentos de diversão e distração em casa nunca foram tão importantes, principalmente para manter a saúde mental em meio a tanta incerteza. 

Para a advogada Jéssica de Oliveira, “com mais tempo em casa, o papel foi importante para que os insights não sumissem”

A partir desse cenário, um elemento que teve, tem e por um bom tempo terá grande destaque é o papel. Nesse período, ele foi uma peça-chave na vida de muitas pessoas tanto na hora de estruturar planos e projetos, quanto para servir de fonte de lazer.  Com isso, marcas viram no mercado uma oportunidade de conseguir minimizar as perdas inerentes do momento apostando em quem realmente precisava e gostaria de consumir mais o papel. A partir disso, lançamentos vieram e mostraram que boas ideias surgem sempre. 

Paulo Roberto Victorino Filho, diretor de e-commerce da Papelaria Matriz, do bairro Santo Amaro, em São Paulo, conta que a marca teve um aumento de 20% na venda de papéis especiais, blocos de desenho, blocos para desenho técnico, livros para colorir e de  derivados como tinta guache, lápis de cor e canetinhas. “Acredito que, pelo fato do home office ter sido muito presente, isso levou as pessoas a comprarem o papel sulfite, que é o do dia a dia. Percebemos esse cenário já que antes não havia venda desse produto pela internet”, explica.

 

Ele afirma ainda que a empresa investiu em campanhas específicas durante a pandemia. “O nosso direcionamento foi mostrar aos pais que têm filhos em casa que uma boa forma de entretenimento é desenhar e escrever. Vimos também que pessoas que não tinham o hábito de comprar online passaram a consumir pela praticidade. Por isso vamos expandir nosso departamento de e-commerce com o cadastro de novos produtos. Acreditamos que a prática de comprar online vai ser muito mais comum também após a pandemia”, diz entusiasmado.

Apaixonada por papéis desde criança, a jornalista Jéssica de Oliveira salienta que ama todos os tipos, mas principalmente blocos de anotações e cadernos. “Uso para anotar todo tipo de informação, se faço um curso eu coloco [uma anotação], desde um recado até uma coisa mais completa , eu prefiro o papel, apesar de todas as tecnologias existentes. E nesse período de pandemia, o consumo se intensificou ainda mais”, contextualiza. 

“Passei a utilizar mais o papel agora para organizar e planejar ideias que tenho. Com mais tempo em casa, o papel foi importante para que os insights não sumissem. Vejo que as pessoas estão consumindo mais papel também, já vi pessoas fazendo compras para outras e deixando um bilhete carinhoso, eu mesma no Dia das Mães comprei um buquê de flores e fiz questão de escrever um recadinho. Acredito que as pessoas estão materializando muito as coisas no papel também, ele tem aproximado muita gente”, fala Oliveira. 

Dona também da Jezh, marca voltada para moda praia com venda online, Jessica percebeu que realmente houve uma mudança de comportamento e o papel foi bem significativo até no e-commerce. “As pessoas passaram a presentear mais, justamente por não estarem juntas. Muitas não compram só o meu produto, elas perguntam se podem anexar um recado à mão. Diante desse pedido, tive esse olhar e cuidado para oferecer não somente um produto, mas também uma palavra de carinho para a pessoa se sentir mais próxima da outra. E poder intermediar essa comunicação tem sido gratificante”, ressalta.

Lançamento de novas

linhas aquece mercado 

A Artistik, empresa distribuidora e representante de diversas marcas ligadas ao mundo da arte, viu que apesar do momento da pandemia ser considerado desfavorável e com muitas incertezas em relação às vendas, acabou revelando-se como uma excelente e certeira oportunidade de apresentar um novo produto para o Brasil. 

Com as pessoas em suas casas, com maior disponibilidade para produzir arte e acompanhar as atividades dos artistas nas redes sociais, a linha The Collection, da marca Hahnemuhle, ganhou seu espaço em três versões: Watercolour, Sketch e Ingres. O sucesso tem sido muito expressivo, superando todas as expectativas. A linha chegou a esgotar no mercado por algumas semanas, segundo a Artistik.

A marca de papéis Jandaia, uma das unidades do Grupo Bignardi há 64 anos no mercado e 100% nacional, lançou recentemente o Papel Home, disponível em cinco cores (branco, rosa, azul, amarelo e verde). Com uma tecnologia de ponta e flexibilidade na produção, a ideia foi oferecer um papel 70g com ótimo desempenho na impressão, resultando num produto versátil para utilizar no escritório, em casa, na escola, em diversos momentos. Além do tradicional pacote de 500 folhas, a marca também lançou o produto em 250 folhas, para atender a um público mais econômico. 

Variação de valores 

Com lançamentos e o mercado mais aquecido, certos produtos acabam também tendo um aumento de preço. O diretor de e-commerce da Papelaria Matriz explica que trabalha com diferentes marcas. “Tivemos alteração de preços por parte dos fabricantes, mas com relação à entrega estão atendendo no prazo estipulado”, ressalta. 

Jessica de Oliveira pontua aqui que não percebeu nenhum aumento nos preços, pelo menos nos lugares nos quais costuma comprar no Rio de Janeiro. “Acredito até que muitos tenham se surpreendido com o aumento do consumo, tendo em vista o cenário digital”, finaliza. 

Asas à imaginação

Dois papéis chamaram a atenção na VMP Papéis e conquistaram o público durante a quarentena. O papel seda, disponível em cores lisas, em estampas licenciadas Disney, Avengers e Spiderman e em estampas de fantasia com os temas bolinhas, estrelinhas e listras.; e o papel colorset, disponível em cores lisas, fluorescentes, candy color, especiais em prata e ouro, e também em estampas de fantasia, com os temas florzinhas, estrelinhas, coração, bolinhas, listras, xadrez, mini bolinhas e mini listras.

Criações artísticas

Como lançamento, a Artistik investiu na marca The Collection em três linhas: Watercolor (papel premium 100% algodão, com 10 folhas e no tamanho 24×32), Ingres (com textura de grão levemente rugoso, 20 folhas e tamanho 24×31) e Sketch (papel 100% algodão, fabricado com feltros naturais, com 30 folhas e no tamanho A3 em bloco de desenho). Os preços respectivamente são R$143, R$93 e R$194.

Versatilidade com melhor custo-benefício

A Jandaia logo identificou o aumento pela procura de papel durante a quarentena e rapidamente desenvolveu a linha Papel Home. Como a empresa detém toda a tecnologia de produção, criou um papel 70g com ótimo desempenho de impressão e em embalagens de 250 folhas (a metade do tradicional pacote). O resultado é um produto de qualidade e mais econômico. O Papel Home é encontrado em cinco cores (branco, rosa, azul, amarelo e verde ). Além desse, outros papéis da marca também tiveram uma procura interessante no período, como as linhas Papel Office (papel premium extra branco nos formatos de carta, A3 e A4), Eco Millenium (papel reciclado no formato A4) eTurma do  Jandainha (linha de papéis escolares em quatro especificações, 63 g/m², 75g/m², 120g/m² e 180g/m²,  disponível também nas cinco cores, em A3 e A4). 

Papel fotográfico

Um dos produtos que se destacaram na Hoopson foi o Photo Paper, papel fotográfico 100% branco e brilhante. Ideal para fotos, cartões e álbuns, o papel se tornou queridinho dos consumidores pela sua durabilidade, secagem rápida e resistência à água. O preço é variável de acordo com a região escolhida.