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E-commerce no primeiro semestre de 2020

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A Revista da Papelaria separou dados de pesquisas e relatórios sobre as vendas de e-commerce nos primeiros meses do ano

Com o fechamento dos comércios não essenciais e dos decretos de isolação social aplicado pelos governos dos Estados brasileiros, marcas e lojistas encontraram no e-commerce e nos deliverys, a possibilidade de continuar suas vendas e conexões com seus clientes. 

E-commerce no primeiro semestre

Movimento Compre, a empresa especializada em segurança digital para compras na web,que analisa e mensura a reputação de lojas para entender como foi a experiência de compra para o consumidor por meio de pesquisas, fez um estudo online no período de 23 dias após o primeiro caso de coronavirus no Brasil.  Esse estudo teve como propósito, relacionar a crise atual com o aumento das vendas on-line, o e-commerce, no país. As conclusões, portanto, foi de um aumento tanto do número de pedidos quanto do faturamento, mas uma ligeira diminuição do ticket médio. O aumento no número de pedidos é o mais considerável e alcançou 30%.O site ecommercebrasil.com.br disponibilizou gráficos e infográficos sobre o relatório da pesquisa.

imagem retirada do site: eventos.ecommercebrasil.com.br

Para além do aumento diário de vendas por WhatsApp, redes sociais, aplicativos e websites, a semana do consumidor conseguiu um pico de vendas ainda maior em comparação com as coletas diárias. Isso, possivelmente, pode ter sido indicado graças à quantidade de descontos, promoções de vendas e cupões. 

imagem retirada do site: eventos.ecommercebrasil.com.br

As categorias destaques foram: Saúde, que demonstrou 65% mais vendas e um aumento considerável de 111% em variação de faturamento, Beleza e Perfumaria.

Grandes empresas e o e-commerce

A Senior, empresa desenvolvedora brasileira de software, compartilhou o dado do qual pesquisou entre 56 maiores empresas do varejo brasileiro, que mostra aumento de 13,9% em pedidos no e-commerce entre fevereiro e março. Entre os clientes da companhia estão marcas como Magazine Luiza, Centauro, Vivara, Carrefour, Privalia, Fast Shop, C&A, Arezzo, Luft Logistics e Tegma, players que demandam performance operacional para ações de alto volume. “Muitas empresas já estão preparadas para altas demandas online e até já possuem experiência por conta de datas sazonais e campanhas como Black Friday”, afirma Anderson Benetti, head de produtos de logística da Senior.

Papelarias e o e-commerce

A Revista da Papelaria contou com o depoimento de algumas papelarias para compartilhar o que estão fazendo para continuar suas vendas mesmo com as lojas físicas fechadas. A maioria apostou nas redes sociais para continuar vendendo e entregando para seus consumidores. Pedidos feitos pelo Instagram, Facebook e WhatsApp, são coletados pelos lojistas, que periodicamente reúnem os produtos e contratam serviços de delivery seguros para continuar levando seus melhores itens para as casas brasileiras. 

Um destaque entre os depoimentos foram as inovações investidas nesse momento. O Atacadão MEC, por exemplo, destacou sua aposta em montagens de kits, sejam esses para slime, escritório, atividades, ou outros, para que as pessoas possam ter tudo que precisam para se manter produtivos em home office, continuar estudando e se divertir nas horas vagas. Já aquelas que não possuíam esse tipo de serviço, o momento foi ideal para aprender novas técnicas e pesquisar maneiras de aprimorar seus contatos com o cliente. 

As marcas não ficaram de fora dos depoimentos e aproveitaram a oportunidade para mostrar empatia com os pequenos varejistas. Entre doação de mascaras, até disponibilização de atividades gratuitamente nas plataformas digitais, para divulgar seus parceiros, foram as apostas neste último mês. 

Esse momento também é oportuno para aqueles que queiram aprimorar suas operações, conhecimentos e gestões de equipe. A Revista da Papelaria selecionou diversos conteúdos que podem ser interessantes nesse momento de ajuda coletiva e troca de experiências. 

Coronavírus: como o e-commerce brasileiro está sendo impactado?

Como a maioria dos brasileiros estão em casa e os shoppings estão fechados, as compras on-line e os deliverys estão sendo apostados neste momento para produtos essenciais e não essenciais. “Desde quinta-feira, dia 12 de março, algumas lojas virtuais chegaram a registrar um aumento de mais de 180% em transações nas categorias Alimentos e Bebidas e Beleza e Saúde”, afirma Maurício Salvador, presidente da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm).

Com os casos do Coronavírus apresentados desde dezembro de 2019, as pessoas demonstraram receios de saírem nas ruas e frequentarem ambientes lotados desde o inicio do ano, e por isso, segundo a associação, o e-commerce brasileiro tem sofrido um aumento perceptível desde janeiro e pode continuar até final de abril ou maio. 

Por isso, a recomendação é que as empresas e lojistas procurem se adaptar e estudar maneiras de manter esse sistema funcionando e recebendo pedidos. É o momento de procurar entender sobre vendas on-line, ouvir de quem já tem experiência, planejar financeiramente e estrategicamente, para que as vendas não parem. Sirlene Costa, CEO da Dassi Boutique, compartilha: “Estamos investindo em campanhas nas redes sociais, oferecemos frete grátis para compras acima de determinado valor, oferecendo cupons de desconto. Além disso, temos a aba “BAZAR” na loja virtual, em que é possível encontrar peças a partir de R$ 4,99. Tudo isso para atrair e fidelizar os nossos clientes”.

A previsão de faturamento comércio eletrônico para 2020 era de R$ 106 bilhões, o que representa um aumento de 18% sobre o ano anterior, de acordo com a Abcomm. Ainda não se sabe o impacto positivo ou negativo que a crise do novo Coronavírus pode trazer ao mercado. Mas a recomendação das entidades do setor é observar as determinações dos governos e fazer os devidos ajustes nas operações dia após dia.

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