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Encontro New Office OnLine

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Webinário reúne profissionais do setor para discutir o segmento de papelaria diante da pandemia

No dia 5 de maio, Tiele Machado e Marcela Viecelli, sócias responsáveis pelo Encontro New Office, se reuniram com 12 profissionais relacionados ao segmento papeleiro num webinário pelo YouTube. Quem assistiu à iniciativa puderam participar mandando comentários e perguntas via chat ao vivo. O evento on-line foi dividido em três módulos com diferentes abordagens: “O boom das redes sociais durante o isolamento”, “Vendas on-line e delivery” e “Posicionamento de marcas e papelarias no momento de crise”. Este último painel contou com a participação da Revista da Papelaria.

“Tivemos uma aceitação muito boa e feedbacks positivos antes e depois de acontecer o evento. Disseram para nós o quanto foi importante o encontro neste momento e que ajudamos muitas papelarias. Participaram lojistas por todo o país que compartilharam conosco que esses conteúdos os alertaram para estratégias que não tinham pensado antes”, conta Tiele. 

Redes sociais

A primeira discussão, de 18h30, foi sobre as redes sociais e a sua importância neste momento. As representantes do marketing das empresas Fina Ideia (Milu Spivack), Dello (Tayara Kennerly), Dermiwil (Flávia Mattos) e Ótima (Fernanda Farias) falaram sobre o uso das redes sociais neste período de pandemia e chegaram a conclusão de que a palavra do momento é conexão.

Segundo elas, para ter maior engajamento é preciso que os perfis entendam que no momento é necessário entregar mais do que produto. As marcas precisam falar de esperança e motivação. Entre as marcas participantes a disponibilização de atividades, desafios e correntes positivas foi usada como estratégia neste período. A troca com o público é essencial. As executivas foram unanimes em defender que não se pode postar e “sair correndo”. É preciso responder, analisar, curtir, compartilhar e criar uma relação íntima com os seguidores.

A presença e importância de influenciadores digitais também foi discutida. Flávia Mattos, do marketing da Dermiwil, disse que os microinfluenciadores (entre mil a 2 mil seguidores), funcionam muito bem para pequenos lojistas e marcas. “Eles atingem um público segmentado para um local específico que pode aumentar a visualização dos perfis. Eles proporcionam um boca a boca”, disse. 

Milu Spivack, do marketing da Fina Ideia, deu a seguinte dica: “aproveite todas as ferramentas do Instagram. Faça lives, stories, posts, use o IGTV que está em alta no momento”. O Instagram disponibiliza uma seção de análise e mensuração de engajamento, onde é possível identificar o melhor horário para postagem e o dia. Apesar disso, as especialistas explicam que durante a pandemia os horários clássicos (12h e 18h), mudaram para 9h e 13h da manhã. “O mercado está em adaptação, então é preciso ficar atento para acompanhar e se adaptar”, disse Milu. 

Vendas on-line e delivery

O painel das 19h15, teve como tema vendas on-line e delivery. Os participantes foram Alessandro Relke (gerente comercial OEX), Jessé Vilela (controller da Radex), Romulo Pais (diretor comercial da Ipanema Papeis) e Francimar Silva (gerente nacional de vendas da MaxPrint). Romulo aproveitou para falar de suas estratégias com o fechamento de sua loja no Rio de Janeiro. O empresário também apontou a dificuldade dos lojistas em renegociar com os fornecedores.

A participação em marketplaces também entrou na discussão. Romulo compartilhou que para ele a plataforma não é uma boa oportunidade já que cobra uma taxa muito alta de intermediação e que não compatibiliza com o baixo valor de produto que aposta: “Eu prefiro usar esse dinheiro que estaria sendo usado nas taxas para investir em Google Ads, promoções nas redes sociais e no site”, conta. 

Os produtos mais procurados também mudaram neste período. Cadernos para lettering, desenhos, canetas coloridas, tintas, brush pens, entre outros, são os novos favoritos do momento. É preciso investir no que os consumidores preferem nesse período para que as vendas consigam suprir o básico. 

Para promover a venda no cenário da pandemia, os profissionais comentaram que o WhatsApp é a ferramenta fundamental nesse momento. Isto porque ela proporciona uma conexão entre o lojista e o consumidor, além de oferecer um atendimento personalizado e íntimo. Os representantes das marcas também disseram que a previsão é que as pessoas fiquem com medo de sair nas ruas até o final do ano, então a venda não presencial tem que estar estruturada.

Posicionamento das marcas e perspectivas

A Revista da Papelaria esteve presente, representada pela editora-chefe, Rosangela Feitosa na live das 20h, que falou sobre o posicionamento das marcas e papelarias no momento de crise. O tema também foi abordado por Cleber Krichinak (gerente nacional de vendas da Imex do Brasil), Antônio Rebequi (gerente nacional de vendas da Plascony) e Rodolfo Kusaba (gerente comercial da Pilot). 

Durante a última transmissão foram discutidas as ações que mais se destacaram recentemente. Rosangela Feitosa apontou a velocidade com que a indústria adaptou sua linha de produção para inserir novos produtos, como os itens de proteção individual contra a disseminação do coronavirus. A agilidade dos lojistas em continuar vendendo mesmo com as lojas fechadas e a inclusão de álcool em gel e máscaras faciais também doi destacada pela editora da Revista da Papelaria.

Antônio Rebequi, gerente nacional de vendas da Plascony, trouxe o exemplo da empresa que conseguiu inovar e participar da adaptação de vendas ao criar diversos produtos do segmento de higiene (álcool em gel e máscaras, por exemplo). Seu discurso focou no fato de que precisaram não só se ajustar ao novo cenário como também aprender rapidamente a realizar suas estratégias. O e-commerce foi apontado como uma ferramenta principal que conseguiu atender as demandas de reestruturação dentro da empresa e os ajudou a crescer como organização. 

Cleber Krichinak, gerente nacional de vendas da Imex do Brasil, comentou que o mercado está instável e não é possível dizer como será o próximo período de volta às aulas. Acredita-se que o mundo digital está crescendo e que até o final do ano pode-se aprender muito. Rebeque brincou e disse que o momento que estamos passando poderia ser conhecido como “darwinismo digital” no qual existe uma necessidade de adaptação por sobrevivência. Assim, é possível dizer que no próximo ano as vendas on-line só irão se fortificar e trazer novas possibilidades pro ramo.