CARREGANDO

Escreva para pesquisar

Gestão

Marketing digital para papelarias

Compartilhe

Conheça as cinco principais ferramentas de marketing digital e casos reais de desempenho no setor

No cenário atual de incertezas devido à pandemia do novo coronavírus e após as papelarias de todo o Brasil terem sido obrigadas a fechar as portas por algumas semanas no período de isolamento social, ficou clara a necessidade do investimento em canais de vendas online.

Quem está passando por essa situação certamente já avaliou a possibilidade de investimento em marketing digital, além de ter se deparado com diversos termos relacionados ao tema. De forma simples, podemos definir marketing digital como as ações de comunicação realizadas por empresas e marcas para atingir potenciais clientes através da internet. Diversas estratégias podem ser utilizadas para isso, entre elas a produção de conteúdo e o estreitamento do relacionamento com os clientes em ambientes digitais.

“O marketing digital tem um leque gigante de opções, como anúncios e estratégias para o Google, para as redes sociais e remarketing. Entre elas, a estratégia que vemos hoje como a mais próxima da realidade da maioria das papelarias é a presença nas redes sociais, como Facebook, Instagram e TikTok.”, avalia Tiele Machado, da NewOffice UP, consultora sobre posicionamento digital para papelarias. Conversamos com papelarias que utilizam cinco importantes ferramentas de marketing digital para entender como elas funcionam na prática. 


Marketing de conteúdo

Com cinco lojas na cidade de São Paulo, a Papelaria Universitária aposta no marketing de conteúdo com produções não só para as redes sociais, mas também para o blog da loja e e-books, com textos e materiais mais extensos. “Os conteúdos especiais produzidos para o nosso blog são muito importantes, pois aumentam o conhecimento das pessoas a respeito dos materiais que vendemos. Nós comercializamos itens bem diversos e nem todo mundo tem um contato muito próximo com eles”, conta Angela Pereira, do marketing da Papelaria Universitária.

Os assuntos abordados no blog são relacionados aos produtos que a loja vende, com dicas de uso, diferença entre modelos, referências para determinadas técnicas, entre outros. Além de serem assuntos de interesse de quem está navegando pelo site da loja, a principal ideia dessa estratégia é que o caminho inverso também aconteça: pessoas que estão pesquisando por esses produtos ou técnicas encontrem o site da loja.

“A interação do público acaba gerando bons retornos. Fazemos um acompanhamento de como o cliente chegou até o nosso e-commerce(seja por blog, seja por  redes sociais) e com isso podemos analisar se nossos conteúdos estão sendo relevantes e atrativos”, afirma Angela.


E-mail marketing

Ao contrário da comunicação via redes sociais, em que a loja está falando com várias pessoas ao mesmo tempo, na estratégia de envio de e-mail marketing o contato com o cliente é mais individualizado, podendo contar até com o nome da pessoa.

A lista de contatos que receberão esse e-mail periodicamente em geral é formada por clientes que já fizeram compras na loja ou por quem ainda não comprou, mas se cadastrou para receber ofertas e novidades. “Definimos o conteúdo do e-mail marketing por meio de uma seleção entre os  produtos mais vendidos (60%) e os produtos novos ou que são diferentes dos ‘normais’”, relata Hebert Koch, analista de marketing da papelaria Blue City, de Rio Claro (SP), que usa essa estratégia desde março de 2019.

Algumas atitudes são importantes em relação ao e-mail marketing: sempre perguntar se as pessoas têm interesse em receber esse conteúdo; ter periodicidade fixa, mas sem exageros; e oferecer a possibilidade de o cliente retirar o e-mail da lista caso não queira mais receber. “Enviamos para nossos clientes que optam por recebê-los. Não é possível mensurar o número de vendas, porém os nossos resultados vêm em uma crescente”, completa Hebert.


Redes Sociais

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Media Trends, 96,2% dos brasileiros possuem alguma rede social. Por isso, é fundamental que as lojas estejam inseridas neste ambiente para que possam ter contato com os potenciais clientes.

Na Ipanema Papéis, Romulo Pais vislumbrou o potencial das redes sociais muito antes de elas serem vistas como ferramentas de venda. “Eu entrei no mundo da papelaria em abril de 2000 e naquela época eu já criei um perfil e um grupo no Orkut. Quando surgiu o Facebook, eu fiz a mesma coisa. Mas naquele momento era só para constar, não tinha muito retorno, mas eu já vi a importância de se alguém digitar ‘papelaria em Ipanema’ a minha loja aparecer na busca”, relembra Romulo.

No entanto, foi com o surgimento do Instagram, na última década, que o potencial vislumbrado lá no início dos anos 2000 se tornou realidade. “Desde o início eu percebi que era uma rede social diferente, porque era uma forma de divulgar os produtos com fotos bonitas. Nós fomos criando conteúdo e ganhando seguidores, quando batemos os 10 mil foi que eu comecei a ter a dimensão de quantas pessoas eu estava atingindo. Eu criei o site há seis anos e cheguei a ter quase 60% de acessos de pessoas vindas do Instagram”, completa Romulo.

Atualmente, são três posts diários no perfil da Ipanema Papéis, com conteúdos diferentes: uma foto de um lettering, um carrossel (sequência de fotos) com produtos da loja e um vídeo curto, de 15 segundos, também destacando algum produto. Além disso, a loja também já está presente no TikTok e conta com mais de 50 mil seguidores. No Instagram, a papelaria tem mais de 400 mil seguidores.

O algoritmo do Instagram, ou seja, a forma como o mecanismo de distribuição dos posts na rede social é realizado, muda constantemente e atualmente  a conversão em relação aos acessos ao site da Ipanema Papéis caiu, mas segue significativa. “O retorno financeiro é difícil mensurar, hoje em dia eu tenho uma média de 40% de acessos ao site via Instagram, mas eu não tenho a informação de quantos destes usuários finalizam as compras. As campanhas que eu faço com Google Ads superaram as realizadas com  Facebook Ads e hoje eu tenho mais de 50% do público via Google”, finaliza.

Anúncios

Sim, no marketing digital também é possível realizar anúncios, , também chamados de links patrocinados, que podem ser feitos para que o seu site apareça nas primeiras colocações das ferramentas de busca ou para que os posts do perfil da sua loja nas redes sociais atinjam mais pessoas.

Para os links patrocinados, é preciso definir algumas palavras-chave, que quando forem utilizadas nas buscas farão com que o site apareça no topo da página de resultados. Essas palavras podem ser definidas de acordo com o potencial de vendas, margem de lucro e estabilidade no fornecimento de produtos.

“Todo site precisa de tráfego para gerar vendas. Principalmente no início, quando sua marca ainda é desconhecida, ou ainda não está bem posicionada nas pesquisas orgânicas, o investimento em Google Ads é a forma mais rápida de trazer resultados”, explica Denylson Grande, da Papelaria Vestibulando, que atua somente com e-commerce.

Um dos pontos positivos desse tipo de anúncio é a possibilidade de acompanhar de maneira detalhada e instantânea os resultados. “O Google Ads tem relatórios personalizáveis que mostram, praticamente em tempo real, o resultado das campanhas. Isso dá grande agilidade na avaliação dos resultados e na tomada de decisão sobre qualquer ajuste necessário”, conta Denylson.

Em relação aos anúncios nas redes sociais, a mecânica é diferente: você precisa escolher um post para ser patrocinado e a partir daí definir o perfil dos usuários para quem ele será exibido. “Como a entrega orgânica de conteúdo no Instagram vem declinando ano a ano, utilizamos o impulsionamento das publicações para sustentar e ampliar o alcance do nosso conteúdo e também usamos o Facebook Ads para posts patrocinados”, completa.


Marketing de influência

Os influenciadores digitais são pessoas que possuem perfis em redes sociais e uma alta taxa de engajamento entre os seus seguidores. O marketing de influência envolve ações que lojas e marcas realizam em parceria com esses perfis para divulgação e, consequentemente, aumentar a base de seguidores e as vendas.

A Laranja Lima Presentes realiza esse tipo de ação há cerca de um ano, quando percebeu que era uma maneira de se comunicar diretamente com o público-alvo de maneira mais fácil e com a linguagem mais assertiva. “Procuramos perfis com engajamento, hoje em dia não focamos tanto no número de seguidores porque, por experiência, isso às vezes não quer dizer nada”, conta Dulci Ishizawa, proprietária da Laranja Lima Presentes.

Diversos tipos de ações podem ser realizados em parcerias com os influenciadores, desde o simples envio de produtos para que sejam mostrados nos stories, até sorteios e publiposts. “As ações são variadas, como sorteios, envio de caixas com produtos e cupom do influenciador, mas o retorno é muito relativo. Já fizemos ações com perfis grandes que o resultado foi zero e já fizemos ações com pequenos perfis que deram muito resultado. Por isso, analisar o engajamento é tão importante. Quanto ao investimento, não temos um valor estabelecido, procuramos fazer uma ação por mês pelo menos”, conta Dulci.

O retorno de cada uma das ações com influenciadores deve estar alinhado aos objetivos da loja. Algumas vezes aumentar o número de seguidores do perfil é o suficiente, em outras só vale a pena se o resultado final em vendas concretizadas puder ser mensurado. “É possível medir os resultados através das ações com cupom de desconto, quando o cliente utiliza um código gerado para o influenciador na hora da compra. Nas demais ações, como sorteio, fica um pouco difícil saber de onde veio a venda ou os acessos no site”, finaliza.

Sempre atualizados

As ferramentas de marketing digital mudam constantemente, por isso é sempre importante estar atento para redefinir as suas estratégias. Alguns sites de plataformas de automação possuem conteúdos bem completos e atualizados sobre o assunto, com dicas importantes, são eles: Rock Content, RD Station, Hubspot e SEMrush. 

Consultoria NewOffice Up

Envolvidas com o mercado de papelaria há mais de seis anos por organizarem o Encontro New Office, as sócias Tiele Machado e Marcela Viecelli perceberam que durante a pandemia algumas lojas estavam desorientadas, sem entender o poder que as redes sociais teriam para movimentar o negócio.

Dessa observação, surgiu a ideia de organizarlives no perfil @encontronewoffice para que profissionais do setor pudessem ajudar quem estava perdido. A partir desse momento, elas começaram a receber mensagens pedindo uma ajuda mais personalizada e foi assim que a consultoria NewOffice Upsurgiu.

“A nossa consultoria não é de marketing digital e sim de posicionamento digital, elaboramos de forma personalizada para cada papelaria um conjunto de estratégias para dominar o Instagram e se destacar fortalecendo sua presença digital”, conta Marcela. Todos os participantes da consultoria podem acompanhar a Semana Papelaria, que conta com bate-papo com convidados especiais que se destacam no ramo papeleiro.

Marketing de conteúdo, de influência, redes sociais, e-mail marketing e Google Ads: antes de optar por qual ou quais ferramentas é importante definir claramente os objetivos.