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Um momento para apostas

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A Papelaria Gráfica Chapadão compartilha com a revista seus desafios do momento, apostas em atividades infantis no Instagram e vendas on-line durante a pandemia

Localizada em Campinas, São Paulo, a loja conquista seus clientes há quase 30 anos com o ramo papeleiro e cerca de dez anos com gráfica rápida. Mara Araújo, dona e responsável pela papelaria, contou com a ajuda de sua filha, Mariana Pontes, para pensar em novas estratégias e continuar as vendas neste período, mesmo com as circunstâncias atuais de pandemia e decreto do fechamento de lojas não essenciais. Antes disso, a loja ficou fechada e sem movimento por quatro dias seguidos. 

A única loja da família tinha 15 funcionários antes da crise, mas com o faturamento atual baixo precisaram romper o contrato de alguns. Hoje, com apenas quatro colaboradores, Mariana apostou no Instagram para trazer visibilidade e continuar vendendo. O perfil da loja já existia, mas não apresentava posts dinâmicos, como os de atividades para entreter as crianças durante a quarentena, nem vendas on-line ou e-commerce. Para comprar, os interessados mandam mensagem via direct e indicam o que gostariam de adquirir. Mariana então disponibiliza o WhatsApp de vendas da papelaria, as vezes o seu pessoal para ajudar nas demandas, e o da gráfica. A marca oferece entrega, mas também disponibiliza retirada com as portas fechadas. Assim, previne a contaminação de seus funcionários e clientes. 

“Ainda estamos analisando como vai ser futuramente, mas já encomendei máscaras reutilizáveis para todos os funcionários, botamos acrílicos de proteção nos balcões e nos caixas, pensamos em como limitar a entrada de pessoas na loja e o chão também está com adesivo. Estamos prontos para os novos decretos do governador e abrir a loja física”, afirma. Segundo ela, os trabalhadores estão ficando na loja e não de home office. Todos vão de carro para evitar transporte público e como são de setores diferentes, conseguem manter uma distância como recomendado. 

A papelaria também contou com a ajuda de um grupo de mães no Instagram: @maesamigas, a qual se apresenta como rede de relacionamento materna que consegue parcerias com diversas marcas para adquirir descontos às participantes. Esse perfil divulgou a papelaria na plataforma na qual mostram ter 65.1k seguidores, o que trouxe mais visibilidade para o estabelecimento. O que mães mais procuram são itens de atividades para as crianças e impressões de trabalhos escolares como também encadernação dos deveres de seus filhos. O desconto então, proporcionou uma troca positiva entre os envolvidos. 

Em entrevista com a Revista da Papelaria, Mariana compartilhou um sonho da família que precisou ser adiado: “Temos um prédio aqui na rua que é nosso. Nós pretendíamos mudar para lá agora em julho, já que o nosso movimento fica mais baixo, mas infelizmente os planos precisaram ser adiados. Como passamos por uma reforma recentemente, estávamos sem caixa ou reserva de emergência. No momento estamos bem e acredito que não vamos precisar de empréstimos. Por enquanto está sendo possível segurar as pontas. O nosso trabalho no Instagram e vendas no WhatsApp têm nos ajudado bastante”. 

Sobre as apostas em vendas on-line, Pontes diz que os produtos mais procurados são canetasbrush, tinta guache, tela de pintura, massinhas, livros de atividade, giz de cera e blocos de lettering. “Eu não diria que as apostas de vendas no Instagram estão suprindo. Mas é o que eu disse para a minha mãe: é melhor pingar do que secar. Estamos fazendo o possível. Estávamos bem abastecidos, a papelaria tinha bastante produto, mas me surpreendeu que tivemos que comprar mais de alguns fornecedores pois acabou tudo. Alguns clientes estão em fila de espera para alguns produtos, por exemplo. Isso me deixou surpresa. Não são compras grandes como tínhamos antes, são bem menores, mas é bom saber que está fluindo”, explica. 

O futuro da loja vai ser continuar as vendas pela internet, implementar um site com e-commerce, conseguir fazer a mudança para o prédio da família e continuar essa relação de parceria com seus consumidores. Apesar de estar fazendo o possível para manter o negocio de família neste momento, Mariana aparenta estar esperançosa e feliz com o resultado que estão conseguindo, mesmo não sendo o suficiente. “Com certeza vamos continuar com as apostas em vendas on-line. Eu pretendo futuramente conseguir fazer um site focado em e-commerce, mas no momento como só tem eu e mais quatro colaboradores, não é possível focar nisso. Quem sabe ainda consigo fazer esse ano”, finaliza a paulista. 

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