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Parceria entre empreendedoras é a estratégia durante a crise

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Com o decreto de fechamento de lojas físicas, empreendedoras de papelarias do interior da Bahia se unem em parceria e compartilham informações para passar pela situação

Carol Benevides, fundadora do O Clube de Papelaria que tem lojas físicas e on-line desde que foi inaugurada, criou uma rede de cooperação com outras empreendedoras de papelaria na sua cidade, Feira de Santana, na Bahia. O Clube de Papelaria, Atelier di Papel, Criativo Papel, Comfeito, Arte Feito Scrap e Import Mimos, são lojas criadas por mulheres empreendedoras que tem compartilhado suas experiências e paixões pelo segmento papeleiro para passar pela situação atual.

Segundo a empresária, a estratégia do grupo envolve metas e planejamentos que vão além de posts nas redes sociais e negociações com fornecedores. Elas analisaram o que as marcas estão fazendo e pensaram em uma alternativa para se destacar entre o intenso fluxo de informações nas plataformas: cada loja oferecerá descontos aos consumidores. Desta maneira, reforçam suas ideias de compartilhar clientes e manter uma venda contínua.

A proprietária do O Clube de Papelaria conheceu suas amigas empreendedoras por meio das rede sociais. Depois de conversarem um pouco, Benevides disse que observou a preocupação delas por não possuírem e-commerce ou nenhum serviço de delivery e resolveu ajuda-las. A criação desse novo grupo proporcionou que crescessem na cidade e continuassem suas vendas da melhor forma possível: “Acho que dialogar já é uma necessidade antiga. É assim que poderemos evoluir e ajudar o mercado da cidade. Uma pessoa sozinha pode ter ideias, mas várias juntas podem criar coisas melhores e fortalecer os negócios de papelaria. As ações em conjunto podem ajudar na visibilidade e na adesão de novos públicos”, afirma.

Para ela, a rede de apoio e parceria entre pequenos empreendedores é a oportunidade do momento para manter as vendas e o faturamento. “É um momento que percebemos uma nova economia de mercado. Quem tiver pensando sozinho, talvez não consiga ir tão longe. Todo mundo deveria criar uma rede de fortalecimento durante essa crise e usar a empatia como base nessa situação”.

O Clube de Papelaria

Feira de Santana é um município encontrado no centro-norte baiano à 108 quilômetros da capital estadual. Foi lá que Carol Benevides, de 28 anos, quis dividir seu amor por canetas, lápis, cadernos e planners, com a sua cidade. O Clube de Papelaria foi criado em 2016 como um negócio on-line e tinha o Instagram como seu canal de contato principal. Sem entender muito sobre a plataforma, vendas ou administração, a empreendedora iniciou a faculdade de marketing e se inscreveu em cursos sobre gestão financeira para conseguir crescer e viver de papelaria.

“Eu já trabalhei em secretaria de escola e já comecei um curso de educação física. Mas durante essa formação, passei por um momento muito difícil de depressão e acabei precisando sair do trabalho e parar a faculdade. Quando eu comecei a ficar em casa, consegui focar na loja e sair desse período difícil da minha vida. Eu acordava e falava assim: não estou bem, mas preciso pensar na loja! Então eu interagia com as pessoas no Instagram e planejava as vendas, o que me ajudou bastante”, conta a empreendedora.

Delivery e vendas em plataformas digitais sempre estiveram presentes no O Clube de Papelaria, mas a empresária teve que enfrentar um desafio para conseguir crescer no ambiente on-line. A logística era um problema central das demandas da Carol. Com poucos pedidos precisou negociar com uma empresa, para que fizessem entregas de pequenos volumes. Hoje, a marca também tem um espaço físico na loja colaborativa Agridoce, para oferecer algumas novidades do mercado papeleiro, além de estar presente em algumas plataformas de marketplace como as Lojas Americanas, o Mercado Livre, a Amazon e a Magazine Luiza.

“A gente só sabe ao certo quando nós tentamos. Eu fui adaptando com o que dava certo e tirando as coisas que não funcionavam muito bem. Pensava em canais de comunicação e focava em passar credibilidade também. A minha cidade é muito forte no comércio físico, então foi um desafio. Hoje, com essa situação, claro que houve uma diminuição nas vendas. As pessoas estão com medo do que vai acontecer com a economia. Porém, observei um aumento nas demandas de marketplace”, explica.

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