CARREGANDO

Escreva para pesquisar

Marcas

Onde a magia do polipropileno acontece

Compartilhe

Conheça o processo de fabricação de diversos modelos de pastas da DAC

O polipropileno é um polímero termoplástico derivado do propeno e considerado inerte química e biologicamente. Essas informações técnicas provavelmente não dizem nada a você, mas certamente você já teve contato com muitos produtos elaborados a partir dessa matéria-prima.

O plástico produzido com polipropileno é utilizado pela DAC na produção de diversos tipos de pasta. Os grãos chegam à fábrica da empresa em Guarulhos, na Grande São Paulo, prontos para o início do processo de fabricação.

Na véspera de completar meio século de atividade – o que acontecerá em 2021 –, a DAC trabalha com um portfólio extenso, com cerca de 1.600 itens que variam entre produtos de fabricação própria e importados.

O carro-chefe da marca continua sendo a clássica pasta DAC catálogo preta, um dos modelos produzidos na fábrica de Guarulhos, que funciona em um galpão de 25 mil m² e conta com 300 colaboradores, divididos em três turnos, para que a produção seja realizada 24h por dia. Situação bem diferente de quando tudo começou, na década de 1970.

“Na época em que eu comecei, tínhamos 70 produtos na linha, eram pastas catálogo com 10, 50 e 100 envelopes, crachás, protetor para documentos e produtos personalizados para cadernetas bancárias”, relembra José Carlos Monteleone, presidente da DAC, que assumiu a empresa em 1974, quando a fábrica era na Lapa, em São Paulo (SP).

A mudança para Guarulhos aconteceu em 1988, quando a empresa passou por uma reestruturação profissional, principalmente em relação à equipe, já que foi necessária a contratação de mais de 200 colaboradores no primeiro ano de funcionamento.

De lá para cá, novos produtos começaram a ser desenvolvidos e teve início o contato com as empresas chinesas para as primeiras importações e a procura pelo desenvolvimento de produtos licenciados. Atualmente são mais de 20 personagens – exigem uma organização detalhista do setor de produto, porque são realizadas fiscalizações constantes, mas isso não assusta José Carlos, que fala com orgulho sobre a forma como a fábrica é mantida. “A gente sempre trabalhou certo. Não há um cliente que entre aqui e não elogie a limpeza e a organização da firma. A gente tem um ótimo ambiente de trabalho e procuramos sempre preservá-lo”, ressalta.

A preocupação com a produção sustentável é perceptível na fábrica. Os retalhos que sobram da produção das pastas não são descartados, eles passam por uma máquina de trituração e voltam para o processo de fabricação. “Era muito material que ia embora, por isso resolvemos ajudar a natureza e, hoje em dia, não se perde nada, nem de polipropileno nem de polietileno. Tudo é reciclado e ainda diminui o custo”, afirma o presidente.

Para os próximos anos, a DAC pretende ampliar a linha com novos produtos, aumentar o atacado de itens importados e manter a fábrica. “Como nós temos fornecedores na China com credibilidade e que cumprem prazos, nós queremos ampliar as nossas linhas com novos produtos desenvolvidos aqui e produzidos lá, porque, na nossa fábrica, não temos mais es- paço, e o custo de produção de itens que não são da nossa área não compensa”, projeta José Carlos Monteleone.

Visita à fábrica

A organização e a limpeza chamam atenção na área de produção da DAC. Os colaboradores trabalham uniformizados e, em cada setor, há um banner que descreve a operação que é realizada ali e há o nome e a foto do colaborador responsável. A produção das pastas de polipropileno começa a partir da matéria-prima que chega à fábrica em grãos coloridos e transparentes. Veja nas páginas seguintes detalhes da confecção da pasta com aba elástica e da pasta L. No site da Revista da Papelaria, acompanhe a produção da tradicional pasta catálogo DAC.

Pastas com aba elástica

Em seguida, eles passam pelo processo de coloração, que mistura os grãos transparentes com os coloridos até se alcançar o tom pretendido. Já coloridos, os grãos entram em uma máquina que trabalha com altas temperaturas e os transforma em placas de plástico com metragem predefinida. Na sequência, essas placas são colocadas em outro equipamento, que faz o corte de acordo com cada modelo. Destacadas dos moldes, as pastas já estão no formato certo e seguem, então, para a dobradeira, máquina que finaliza o processo de dobrar as pastas DAC. Por último, são colocados os elásticos – trabalho que é feito manualmente pelos colaboradores da empresa, para que as pastas cheguem “prontas” às lojas.

Pastas DAC em L

O processo de produção das pastas em L tem início da mesma forma que o das pastas com aba elástica, mas é mais dinâmico.
Depois que os grãos de polipropileno passam pela coloração e são derretidos, eles se transformam em uma espécie de manta plástica, que é enrolada em uma bobina.

Essa bobina é encaminhada para uma máquina especial, que faz todo o trabalho: corta o material na medida certa, sela as laterais, acrescenta o selinho dourado da DAC, separa de 10 em 10 unidades, acrescenta o impresso do material e já embala com fechamento em solda.
Por fim, o colaborador conclui o processo fazendo o controle de qualidade e colocando nas caixas.

Tags: