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ArtNit: o foco é reabertura e a loja conceito

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Hugo Moraes, dono da ArtNit Papelaria, fala de seus desafios com a pandemia

A flexibilização das regras de isolamento social anunciadas em junho permitiu a reabertura de shoppings centers no Rio de Janeiro. A decisão animou o empresário Hugo Moraes, que está a frente do negócio familiar o qual engloba três lojas da Art Nit Papelaria (duas em Niterói e uma no Rio de Janeiro), a Toca do Papel e da loja conceito Mon Papier – em breve no Village Mall, shopping da classe A carioca.

A filial da ArtNit no Barra Shopping já está aberta há duas semanas e Hugo diz que o movimento está acima do esperado, apesar das vendas terem caído quase 50%. “A loja tem recebido uma boa quantidade de consumidores. Eu não sei se é porque o shopping está sem praça de alimentação, cinema e outros atrativos para crianças e público teen, que a nossa loja está atraindo bastante gente. Acredito que as pessoas estavam se sentindo muito reprimidas em casa, doidas para dar uma volta. Conseguimos ver que a ArtNit atrai uma galera que quer só passear no shopping”, conta.

Checagem de temperatura em entrada de shoppings

Por estar localizada dentro de um shopping, a loja conta com a ajuda de toda a administração e segurança para receber os clientes. Os procedimentos de checagem de temperatura, por exemplo, já estão sendo fornecidos na entrada. Assim, quando os consumidores chegam na Art Nit, os colaboradores só precisam reforçar a necessidade do uso de máscaras e controlar o movimento interno para que possam permanecer com um distanciamento social. “Sempre que entra mais de dez pessoas e nós temos que orientar a esperar do lado de fora”, conta Hugo.

Administrar esta situação é de longe muito melhor do que os acontecimentos no início da pandemia. Fechados desde 18 de março, a ArtNit passou um período de 15 dias sem saber como iria prosseguir com seus negócios. Uma das dificuldades que precisou enfrentar foi o salário dos funcionários. O empresário conta que apesar da ajuda dos incentivos federais, no Rio, e municipais, em Niterói, foi inevitável fazer cortes. A empresa que já teve quase 100 funcionários, hoje, está com cerca de 60 colaboradores.

Contato com o cliente

Sem e-commerce estabelecido, Hugo precisou pensar em estratégias para montar um sistema de entregas e suprir os danos durante a pandemia. “É um prejuízo muito grande passar um dia inteiro com uma loja fechada, imagina quatro. É um período muito difícil. A pedido dos clientes nas mídias sociais, decidimos tentar um delivery em Icaraí”, explica Moraes, citando a filial no bairro de Niterói. A papelaria centralizou todos os pedidos e entregas nesta loja. “Fiz entregas até 22h. No primeiro dia eu tive que ajudar, pois não deu vazão. Foi uma gota no meio do oceano, por mais que as entregas estivessem indo bem, todas as outras lojas estavam fechadas e o custo disso é muito alto”, relata o empresário.

O WhatsApp e as mídias digitais foram imprescindíveis para a continuidade das atividades da papelaria. “A gente começou a usar muito as redes sociais, produzir conteúdo, divulgar promoções e o delivery. Era eu e mais cinco funcionários atendendo, além de dois entregadores. Paralelamente a isso, estamos resolvendo nosso e-commerce que deve sair o quanto antes para desenvolver mais essas ferramentas. Não vai ser agora, pois estou vivendo em função à pós pandemia”, conta Moraes.

Novos hábitos de consumo

Desde que a quarentena virou uma realidade do estado, a papelaria passou a perceber uma mudança de procura dos seus produtos. Antes, os gifts eram tão importantes quanto os itens escolares e de informática. Hoje, visto que as pessoas precisam trabalhar de home office e entreter as crianças que estão em casa, a busca na loja mudou. “A gente vendia quase 50% igual para papelaria e presente, mas passamos a vender 90% papelaria escolar e home office. Os gifts, no geral, são difíceis de vender no meio dessa situação toda. Tirando o Dia das Mães e Dia dos Namorados, que as pessoas ligavam e pediam cartões e porta-retratos, eles não foram procurados em grande escala. Nós mostrávamos fotos pelo WhatsApp e fazíamos o atendimento por lá também”, explica Hugo.

Loja conceito Mon Papier no Village Mall

Diante do bom desempenho da ArtNit no BarraShopping, em 2019, a administração do Village Mall convidou o empresário para abrir no shopping uma papelaria de luxo. A abertura da papelaria conceito Mon Papier estava prevista para abril. Mas a pandemia fez com que o projeto deixasse de ser prioridade. Ainda finalizando as obras e com equipe contratada sem poder trabalhar, a loja contava com todos os investimentos de Hugo até o decreto de fechamento de lojas físicas. “Foi muito difícil. O plano agora é tentar abri-la em meados do mês de julho”, revela Hugo Moraes.

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