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Redes sociais: como se destacar

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Confira as dicas do professor da ESPM sobre a presença das marcas no mundo digital

Desde que as redes sociais começaram a ser vistas como uma plataforma de contato entre empresas e consumidores, o marketing digital passou a requerer atenção das 96,2% marcas presentes nessas ferramentas, segundo a pesquisa Social Media Trends da inteligência corporativa. “Acredito que esse seja o maior desafio de quem trabalha com esse tipo de marketing: conseguir falar com um público grande, mas de maneira personalizada e apropriada para cada momento ou indivíduo”, afirma o professor de marketing digital da ESPM e especialista em métricas e monitoramento digitais, João Vitor Rodrigues. 

Apesar de existir diversos canais e ferramentas no mundo digital que podem ajudar as empresas a atingirem seus objetivos, o professor afirma que a essência desse tipo de marketing é a participação de pessoas em ambos os lados da tela. “É importante saber que as ferramentas do mundo digital acontecem em mão dupla, é diferente de um meio tradicional, como a televisão, no qual o canal está falando para o público ouvir. No digital, você precisa estar aberto a interagir, a trocar, a receber e dar ao mesmo tempo. Vale testar todas as redes. Não existe uma fórmula que faça mágica e funcione, cada empresa tem um público diferente e precisa de canais diferentes”, explica João Vitor.

As empresas precisam ter um profissional para testar os canais, pesquisar e acompanhar o progresso das mídias, assim como, devem contar com os feedbacks dos clientes para produzir conteúdos que os agradem. Essas ações precisam ser consideradas independentemente da quantidade de budget disponível para promover posts e campanhas ou do tamanho da empresa. “As métricas e os softwares não conseguem identificar algumas coisas que as marcas só aprendem com o tempo e estudando esses canais”, lembra.

Destaque e visibilidade nas redes

Quando a marca resolve estar presente em uma rede social, na maioria das vezes acredita que estão ganhando visibilidade e fama de forma rápida e gratuita. Mas, o Instagram, FacebookTik TokYouTube são canais de mídias cheios de concorrentes e marcas com propósitos parecidos. Segundo o professor, para conseguir ter destaque, qualquer marca que entre na rede social precisa fazer anúncio.

“Imagine um pequeno empreendedor competindo com a Amazon. Essa empresa tem 100 mil anúncios por dia na rede social. Se eu pesquisar ‘cadernos’ é muito mais fácil achá-la. Por esses motivos, é necessário entender que é uma competição de visibilidade. Mesmo que tenha pouca grana, você precisa investir em anúncio. Impulsionar o post, segmentar, falar com o publico diferente, fazer campanha, botar em horários diferentes, se não você não aparece”, comenta Rodrigues. 

Pandemia e o marketing digital

“Eu acredito que desde o início da pandemia os consumidores pediram que a gente entregasse um valor. A estratégia continua a mesma, mas o conteúdo foi adaptado neste momento para encontrar o público que está do outro lado sensibilizado, com medo, sem perspectiva, cansado e sem saber quais são os próximos passos. Hoje é mais difícil você ficar martelando na cabeça das pessoas: compre, compre, compre. As pessoas estão preocupadas com milhares de outras coisas. ‘Me mostre o valor que o seu produto ou serviço possa ter para a minha vida’: isso sim,f az com que os consumidores se identifiquem e venham a comprar. Isso deve ter dado uma amenizada nessa forma de interagir e se relacionar com o público” afirma o professor 

Gráfico disponibilizado pelo site https://rockcontent.com/ sobre as redes sociais mais usadas no Brasil

Desde março, quando o isolamento social e os decretos governamentais fecharam as lojas físicas de comércios não-essenciais, diversas matérias foram divulgadas dizendo que os horários de postagens e dias de maior trânsito de pessoas na rede social mudaram. Segundo esses mesmos rumores, é seguindo essas dicas que as marcas conseguem ganhar espaço nas plataformas. Porém, o Rodrigues enfatiza que todas essas fórmulas são falsas e que não existe receita que deve ser aplicada para o sucesso na internet. 

Será que deve fazer live? IGTV?

Você já sabe que precisa publicar algo com periodicidade para conseguir aparecer nas redes sociais, mas deve estar se perguntando como saber que ferramenta apostar. Seguindo a ideia que Joao Vitor propõe sobre valor do conteúdo, faça-se as seguintes perguntas antes de escolher fazer um perfil em uma nova rede social ou usar uma das ferramentas do Instagram: 

  • Se for fazer lives, elas vão mudar algo na vida das pessoas? Não? Então não faça. 
  • De quanto em quanto tempo devo fazer? Só testando para saber. Faça essa semana. Veja o desempenho. Daqui há 15 dias, planeje outro. É preciso ter consistência.
  • Se for fazer IGTV, o que eu vou ensinar? Porque devem investir o tempo para assistir? Lembre-se que as pessoas estão pelo celular, porque devem assistir seus cinco minutos de vídeo?
  • Porque esse conteúdo é relevante para as pessoas?

“Esses formatos não dependem muito de você fazer ou não. Eles dependem de quanto o seu publico se engaja. Você precisa saber se o seu público está afim ou não de assistir uma live do seu canal. Vale a pena testar. Vale tudo, mas é uma questão de medir os esforços. Não é porque existe live que eu vou sair fazendo. Não adianta fazer por fazer. Repetir o processo sem engajamento, você perde valor”, conta. 

Que conteúdo devo postar nas redes sociais? 

Postar todos os dias ou diversas vezes por semana nas redes sociais, requer que o profissional tenha muita criatividade. Porém, segundo Rodrigues, o segredo está na qualidade do post e não na quantidade. Para descobrir o que o seu público gosta, como manter o número de seguidores e as vendas subindo, é preciso testar e se fazer algumas perguntas antes de compartilhar o post:

  • Tem que fazer? A resposta é sim. Se não fizer, você não aparece e o publico não interage. Sem essa interação, ele vai deixar de ver as publicações em médio ou longo prazo.
  • Tenho algo para contar todos os dias? 
  • É algo que faça diferença para vida das pessoas? 
  • Vou começar a me repetir? Se for isso, não vale a pena. É melhor reduzir a um post por semana, mas que seja o melhor post. Tenha importância, relevância, convidado, especialista. Não estou dizendo que não exista um público que prefira um post de dica por dia, ou algo mais tranquilo, mas não posso determinar isso de cara. É preciso avaliar. 

Um formato que tem funcionado no Instagram são os posts com informações para salvar, de acordo com o especialista. Tem marcas que estão disponibilizando infográficos, dicas de como editar post no Instagram e as pessoas podem arquivar esses conteúdos que tem um valor maior e um peso maior nas métricas da plataforma. Isso significa para o Instagram que o público tem interesse pela marca ou por aquele perfil. É a mesma dinâmica do Pinterest, mas no Instagram.

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Como montar minha vitrine no Instagram 

Para mostrar os seus produtos no Instagram e nas outras redes sociais, algumas papelarias estão postando a foto do produto e na legenda disponibilizam o preço. Outras, estão postando uma foto de diversos produtos juntos e usam o recurso de compras (ícone da sacolinha) que leva para um catálogo da loja com os preços. Existe ainda aquelas que fazem uma live e vendem os itens ao vivo, como a Meu Reino de Papel. Mas como seria o jeito certo de expor esses produtos neste momento? 

A dica do professor repete a essência deste momento nas redes sociais: agregar valor, já que o jeito de dizer “compre” foi adaptado. “Eles precisam saber que esses produtos vão ter uma utilidade e se vai valer para a vida deles. Eu não vou dizer ‘compre esse jarro de flores aqui’, eu vou dizer ‘esse jarro de flores, vem de uma produção artesanal, as pessoas que o produzem estão preocupadas com o meio ambiente. Vendo em uma quantidade pequena, que eu consigo entregar com qualidade e prazo para as pessoas’. A comunicação tem que ser ampla, ir além do produto, porque o tal jarro pode ser encontrado em qualquer lugar, mas você precisa convencer o consumidor a comprar com você. No caso das papelarias, um lápis pode ser comprado em qualquer papelaria, mas se você me disser porque eu deveria comprar o seu lápis, talvez eu repense se vou comprar você ou com um terceiro”, afirma o especialista.

Linguagem nas Redes sociais

É importante lembrar que cada rede social possui um tipo de linguagem. Assim, cuidado ao compartilhar o mesmo vídeo ou foto no Instagram, Facebook e YouTube com a mesma legenda, pois o público se comporta de maneiras diferentes em cada uma dessas plataformas. “Por exemplo, a gente vê que no Instagram a linguagem é muito visual, estética e tem esse apelo para o visual. Já no Facebook, os posts geram conversas e interações. O Tik Tok, por outro lado, está exigindo muita criatividade e até rompe algumas barreiras que eram respeitadas nas outras redes. Então, é preciso entender essa linguagem das redes, dos canais e de cada mídia para que você não se torne um repetidor de conteúdo, ou seja, que faça o que os outros estão fazendo e não se destaque”, explica o professor. 

Devo vender só no Instagram ou investir em Marketplace? 

Apesar de alguns Marketplaces como a Amazon, Magazine Luiza, Elo7 e Mercado Livre cobrarem comissões consideradas altas. Há algumas vantagens a serem consideradas. Essas marcas já carregam credibilidade e confiança dos consumidores. “É muito difícil eu entrar no site de uma papelaria, mesmo sendo na frente da minha casa. Posso ter dúvida de como a entrega é feita, se o prazo estimado é respeitado, se o site dela é confiável ou não, se é seguro informar meu cartão de crédito… Mas, se eu faço a compra por meio do site da Americanas ou Submarino, por exemplo, eu tenho a tendência de confiar mais ele. Para o vendedor, eu vejo muitas vantagens, né. Você está presente em um site com visibilidade, credibilidade, segurança, conhecido, audiência e que te poupa de fazer por conta própria para fazer o seu site”, avalia Rodrigues.

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