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Gestão

Compreensão do que é coletivo

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por Dani Sartori

Na Essencial Informática e Papelaria, de Santarém (PA), a sócia proprietária Lizandra dos Santos explica que havia uma lacuna na percepção dos colaboradores: eles não compreendiam o real sentido do trabalho em equipe. A empresária conta que foi determinante esclarecer aos funcionários a importância de todo o percurso pelo qual o atendimento deveria passar até chegar ao cliente. Na prática, significava demonstrar a todos que o sucesso das vendas é resultado do trabalho de todos os setores, do estoquista ao entregador.

Focada em aprimorar o atendimento da sua papelaria, Lizandra investiu em uma  consultoria que realiza há um ano encontros mensais para fazer treinamentos na empresa. “Estamos sempre atentos a detectar qualquer fragilidade em nossa dinâmica de trabalho aqui na loja. Quem nos orienta é um coach e esse profissional conduz as dinâmicas motivacionais. Além disso, criamos metas que são contempladas com comissões”, conta.

Outro ponto relevante no atendimento da Essencial Informática e Papelaria é o uso das redes sociais. “A agência de publicidade orienta os nossos colaboradores a como devem se portar com o cliente nas redes e uma das publicitárias da agência que nos atende foi até a loja fazer uma palestra para a nossa equipe com o tema Etiqueta na Internet”, explica Lizandra, que considera a rede social como um espaço integrante da loja.

As redes sociais também são usadas para demonstrações de produtos de informática,  para isso são convidados especialistas que gravam  um IGTV mensal. “Por ser um setor com itens mais caros e específicos é interessante que a loja crie este tipo de estímulo para a equipe de vendas. Quando o consumidor chega para falar com nosso atendimento,jápavimentamos um caminho para a venda, o que facilita o trabalho dos nossos vendedores e reforça o propósito de sermos uma equipe”, declara Lizandra, que constata facilmente os resultados. “Desde que começamos com essas ações houve um aumento de 30% nas vendas”, comemora a proprietária. 

Como manter um padrão

Para Lucas Sarruf, psicólogo e sócio-diretor da empresa Ciclo RH, existem diferentes caminhos para manter uma equipe afinada e engajada. Segundo ele, não se trata de uma “receita de bolo”, até pelo fato da matéria-prima ser feita de pessoas. É preciso levar em conta a singularidade de cada uma. Quando o RH inicia um trabalho visando um aumento de engajamento entre as pessoas, o primeiro passo é entender como cada um da equipe enxerga a empresa. “Verificamos se a pessoa de fato compreende os propósitos, os valores que compõem aquela instituição, a cultura permeada nas relações de trabalho e interpessoais. E isso é muito importante porque mapeando estas características conseguimos estruturar algumas ações que podem fazer aflorar esse sentimento de equipe e esse senso de coletividade”, argumenta.

Outro aspecto interessante de se observar, segundo Lucas, é o perfil da equipe e a faixa etária dos indivíduos. Pessoas da Geração X possuem um senso de trabalho diferente das gerações Y e Z, que são mais ligadas ao digital, mais criativas e imediatistas. Este perfil de equipe Y e Z exige, por exemplo, um tipo de interatividade muito maior para motivação, uma vez que são mais conectadas e se comparam muito aos outros, incluindo no trabalho. Neste caso, convidamos essas pessoas aos processos de resolução de problemas para que eles se sintam mais importantes e entendam que o trabalho tem um propósito.

Para o pisicólogo, uma relação mais próxima com a equipe é um trunfo. Ela possibilita criar metodologias de carreira e promover uma cultura organizacional que proporcione uma estabilidade maior no trabalho. Sabemos que nenhum empresário gosta de rotatividade alta em seu quadro de pessoal, uma vez que isso incide em custo, perda de capital intelectual e perda de treinamento, que não é fácil e não é barato. Quando se aplica recursos humanos é possível que todos saiam ganhando!